O esporte no
Brasil não foi feito para João. A ingratidão ao João do Pulo, a quem o país
achou que ajudou com um mero emprego, culminou no abandono do grande atleta,
hoje à míngua. Garrincha, que não era João, mas Mané, fez tanto pelo país e poderia ser considerado
responsável pelas tantas copas conquistadas também acabou esquecido.
Outro João, o Havelange, príncipe de sua época como o chamavam os amigos, presidiu a Fifa, foi membro do Comitê Olímpico Internacional e trouxe ao Brasil tantos campeonatos conquistados pelo mundo afora. Na generosa distribuição de ‘boquinhas’, os amigos desfrutaram de hotéis de primeira classe e carros de luxo com motorista. Transformou o prédio de dois andares da Fifa no suntuoso imóvel em Zurique, hoje avaliado em milhões de dólares. Tudo pelo futebol.
Hoje este João é obrigado a renunciar à presidência honorífica por supostos crimes que todos sabem foram cometidos, embora não se tenha a certeza de quem cometeu. E hoje, se Joseph Blater preside a Fifa é porque João assim o quis. João está pagando pelo crime que Blater e alguns de seus familiares não viram. João é mais um João abandonado por todos. Alguns que certamente enriqueceram através das oportunidades no mercado financeiro e na mídia proporcionadas pela Fifa. Situações que seriam consideradas muito mais criminosas do que essa de que o acusam.
Eram tantos os amigos, mas hoje não há uma voz que se manifeste a seu favor. Pobres Joãos.