Os governadores Sérgio Cabral (RJ), Geraldo Alckmin (SP) e Renato Casagrande (ES) estão em Brasília para apresentar propostas de redistribuição dos royalties sem prejudicar os estados produtores.
Pouca gente sabe, mas o representante fluminense tem um motivo extra para brigar pelo petróleo: a dívida imobiliária do estado, que gira em torno de R$ 30 bilhões, foi toda negociada em cima dos royalties.
Coisa antiga
A negociação foi feita pelo ex-governador do Rio, Anthony Garotinho. Hoje deputado federal, ele mesmo fez questão de lembrar disso durante discurso na Câmara, na quarta-feira. E ele garante: Cabral não terá condições de manter o pagamento das dívidas caso perca os royalties do petróleo.
Batata quente
Caso o Congresso derrube o veto à emenda Ibsen, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já deixou claro que a questão pode parar no Supremo. A razão? Se o governo fluminense não conseguir pagar a dívida imobiliária, ela cai no colo da União.