Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Maio de 2018 Fundado em 1891
Informe JB

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Jan Theophilo


Princípio do fim

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E o PDT, que governou o estado mais de uma vez e viveu momentos gloriosos no Rio, vê definhar de vez sua importância a nível nacional. O partido não tem candidatos competitivos para os principais cargos em disputa este ano. Primeiro  tentou lançar ao governo a deputada Marta Rocha, que declinou da aventura. Ato contínuo, acenando para atrair a vereadora Rosa Fernandes, a Rainha do Irajá, lançou o filho dela Pedro Fernandes, também candidato ao governo. Pedro, porém, deu um passo atrás e resolveu que sairá candidato a deputado federal. Só que o partido teme não ter um número de votos suficientes na nominata de federais para eleger nem a ele e nem ao novato Chico D’ângelo, que veio do PT, e é hoje o único parlamentar do Rio em Brasília. Uma saída seria lançar a federal o deputado estadual Luiz Martins, mas este teve filho recentemente e já avisou que não muda para Brasília nem por decreto. Por absoluta falta de opção, o PDT já cogita lançar ao governo do estado a candidatura do presidente nacional do partido, o ex-ministro Carlos Lupi. Só que apesar de bem articulado, Lupi nunca foi bom de voto. Daí não querer correr o risco de pagar um orangotango se tiver uma votação pífi a para um cargo proporcional. Candidato ao governo, mesmo que tenha 1% dos votos, o vexame não será tão grande. Brizola deve estar dando cabeçadas no caixão.

Uma no cravo... 

A direção do PT tende a não lançar um segundo nome além de Lindberg Farias como candidato ao Senado. A ideia é recomendar este voto ao deputado Chico Alencar.

...e outra na ferradura 

Já a ala do partido que sonhava em continuar na aba de Eduardo Paes guardou a viola no saco depois da filiação dele ao DEM. Mas, segundo uma raposa vermelha felpuda, quando chegar no segundo turno, tamos aí.

Em tempo 

Pra ninguém esquecer: o PT ficou do lado de Eduardo Paes na famosa disputa com Fernando Gabeira.

Gattopardo 

Para pensar direitinho na hora de votar. Apuradas as eleições de 2014, a bancada federal do glorioso MDB do Rio, cujo legado dispensa apresentações, contava com oito parlamentares, enquanto o DEM havia feito apenas um: Rodrigo Maia. Hoje, é a bancada do DEM que conta com oito deputados enquanto o MDB mingou para três. Os delfins Marco Antônio Cabral e Leonardo Picciani, além de Celso Jacob, aquele que foi flagrado ano passado com dois pacotes de biscoito e um de queijo provolone escondidos na cueca ao ser levado para o Presídio da Papuda. É a velha história de Tomasi de Lampedusa: “tudo deve mudar pra que tudo fique como está”.

Luzes da cidade 

Não é nada, não é nada, a Prefeitura ganhou o prêmio de melhor projeto de eficiência energética entre municípios promovido pela Light. Vencedor, o projeto de Eficiência e Sustentabilidade do Centro Administrativo São Sebastião  vai receber R$ 6 milhões para melhorar o sistema de iluminação, o sistema de ar condicionado e implantar um sistema fotovoltaico no prédio. Quando estiver concluído,  no ano que vem, o projeto vai gerar uma economia anual de R$ 2,2 milhões em consumo de energia. 

Ponta do lápis 

A direção do PAPaL (Partido do Apartamento da Paula Lavigne) está batendo cabeça. Fizeram contas e hoje, acredita-se no partido que o número mínimo de votos para eleger um deputado federal gire em torno dos 150 mil. Isso significa que só para manter Jean Willys e Glauber Braga, e eleger Marcelo Freixo e Renato Cinco, serão necessários ter no mínimo 600 mil votos. É por essas e outras que é preciso candidaturas fortes ao Senado e ao governo. Vai pra cima deles, Tarcisão!

LANCE LIVRE

Será lançado na próxima terça-feira o Polo de Gastronomia, Entretenimento e Cutura de Nova Iguaçu, que reúne cerca de 20 empresários desses setores.



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