Jornal do Brasil

Quinta-feira, 26 de Abril de 2018 Fundado em 1891
Informe JB

Informe JB

Jan Theophilo


Queima total

Jornal do Brasil

Museu de Arte Moderna do Rio, pelo visto, entrou em liquidação. Depois de anunciar a venda do único quadro de Jackson Pollock na América Latina, o óleo “Nº 16”, por US$ 25 milhões de dólares que serão revertidos para despesas de custeio, a diretoria prepara uma nova venda. O alvo dessa vez é a escultura “Bicho Relógio de Sol”, de Lygia Clark, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. A operação, que estava sendo mantida em sigilo mas já foi aprovada pela curadoria, é um pouco mais complexa que a venda do Pollock. O primeiro passo é uma permuta. A Coleção Gilberto Chateaubriand cederá ao MAM uma outra escultura de Lygia Clark também da série “Os Bichos” _ é esta série que a consagrou como a melhor escultora brasileira, em 1961. Em troca, o MAM cede à coleção o “Relógio de Sol” que será vendido. A história vem se desenrolando há pelo menos seis meses, quando a direção do MAM pediu à galeria Pinakotheke Cultural que fizesse a certificação e avaliação da peça. Quem conhece o mercado de arte sabe como é complicada qualquer operação que envolva trabalhos de Lygia Clark. É que a artista não assinava suas obras, mas mantinha anotado em cadernos de tudo o que produzia, o que permitiu aos herdeiros controle sobre o acervo. Continua valendo uma pergunta que diz muito sobre como funciona a cabeça da elite brasileira. Pelo mundo afora famílias ricas se orgulham de fazer doações a museus. Porque os Chateaubriand, que armazenam sete mil peças de sua coleção no MAM, não vendem seus quadros em vez de se desfazer de um patrimônio que é de todos os cariocas?

Cachimbo da paz

Semana passada, Índio da Costa e Eduardo Paes sentaram-se para fumar o cachimbo da paz. Os dois selaram um pacto de não agressão durante a campanha eleitoral. A dupla concordou que, se ficar brigando entre si, periga dar no segundo turno do Rio uma disputa entre Romário e o nosso querido Professor Tarcísio.

Marcha a ré

E o Rio segue firme na sua marcha rumo ao século XIX. A Apsa, administradora de condomínios, enviou carta para os moradores de um prédio no Bairro Peixoto informando que a partir de agora só será permitida apenas uma bicicleta por apartamento. O problema é que os imóveis ali são grandes, de três quartos cada. Algumas famílias, mais ecológicas, estão perguntando se não faria mais sentido diminuir o número de vagas para carros no estacionamento.

Quer pagar quanto?

Mais um sinal da decadência econômica carioca. O Magazine Luiza lançou uma promoção onde aceita TVs antigas como parte do pagamento de uma nova. A campanha incentiva o consumidor a trocar a TV pé frio do 7 a 1 por uma nova. Ano passado, a rede abriu 180 lojas pelo Brasil afora. Nenhuma delas no Rio.

Matemática & política

Tem muito político no Rio reclamando por não ter estudado matemática. É que, com a grana farta do Fundo Partidário, tem partido oferecendo de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para deputados federais com mandato disputarem a reeleição. Os candidatos a estadual não tem essa moleza. Daí aqueles que tem dinheiro para bancar a candidatura, estão rebolando para fechar dobradinha com um federal que “lave” seu investimento.

Não compre, plante!,

A Marcha da Maconha deste ano já cunhou seu slogan:”Plantar é fazer justiça com as próprias mãos”. A ideia é reforçar entre os usuários que plantar maconha em casa é muito melhor do que comprar de traficantes.

Alô, Metrô!

O Metrô anda reclamando de dificuldades financeiras, mas daí a manter desligadas as escadas e esteiras rolantes da estação General Osório é muita maldade com o contribuinte, né não?

LANCE LIVRE

A Finep lança esta semana edital de R$ 500 mil para financiar a participação de estudantes brasileiros em edições internacionais de olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Internacional de Matemática.



Tags: informe, jb, lance, marcha, metro, museu

Compartilhe: