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Bruno Mazzeo lembra: Geddel Vieira Lima foi um dos Anões do Orçamento

Homem forte de Temer, protagonista da queda do Ministro da Cultura, não tem histórico limpo

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Por pouco o roteirista Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio, não deixou a coluna passar batido. Escreveu ele: "Passando só pra lembrar que Geddel era um dos anões do orçamento. Porque vai que alguém esqueceu...". É vero: o esquema conhecido como Anões do Orçamento, há uns 20 anos, no qual políticos manipulavam emendas parlamentes com o objetivo de desviarem o dinheiro através de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras, envolveu Geddel Vieira Lima, atual Secretário do Governo de Michel Temer

Geddel era apoiado político de João Alves - à época governador de Sergipe -, e foi responsável pela liberação de diversas emendas para o parlamentar, além de ter sido acusado de receber dinheiro de empreiteiras. Geddel, como este jornal já informou, é acusado por Marcelo Calero, que pediu demissão do Ministério da Cultura na noite de sexta-feira (19), de tê-lo pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais. De acordo com Calero, Geddel o procurou pelo menos cinco vezes para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, nos arredores de uma área tombada em Salvador, base de Geddel.

E, nas últimas horas, um novo capítulo: foi revelado que Geddel Vieira Lima mantém sociedade em um restaurante na Bahia com o dono de um escritório de advocacia que defende a empreiteira Cosbat, responsável pela tal obra em Salvador que levou à demissão de Marcelo Calero da pasta de Cultura do governo Temer. (com informações de Lucas Rezende)