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HT no Rock in Rio: editor da coluna analisa primeiro dia de festival, em que show de Katy Perry ofuscou o brilho caribenho de Rihanna

Claudia Leitte, em noite de equívocos, se arriscou por terras estrangeiras. Já Elton John, em apresentação discreta, ficou deslocado diante do grande público teen do evento

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A disputa era acirrada: o clima sensual com toque apimentado do Caribe, proporcionado pelo som de Rihanna, a tradição e competência usual do lorde Elton John e, correndo por fora, o axé de Claudia Leitte. Mas não teve jeito: o primeiro dia foi totalmente dominado pelas cores, a sensualidade, o repertório recheado de hits e a empatia incrível com o público de Katy Perry.

Enquanto Claudia Leitte se arriscou (e fracassou de modo impressionante) em terras estrangeiras, com canções em inglês que deixaram o público com certo semblante de constrangimento, Katy fez a tradicional homenagem gringa à plateia brazuca de forma doce e elegante: vestiu, literalmente, a bandeira do Brasil, emendando com a canção 'Thinking of you'. 'Vocês esperaram muito tempo por mim, não é mesmo? Agora estou aqui e, se estou aqui, é porque amo vocês'. Catarse geral.

No meio de tantas colorações, dançarinos caracterizados como personagens de contos infantis e um delicioso ar de picardia no meio de um universo majoritariamente juvenil, Katy abriu espaço até para uma interação, digamos, mais explícita com o público, ao convocar um fã brasileiro para subir ao palco e fazê-lo de gato-e-sapato antes do hit 'I kissed a Girl'. Mais um momento de delírio.

Mas o auge da grande apresentação desta primeira noite pôde ser comprovado, de fato, com os acordes de 'Firework', espécie de canção de autojuda de katy que caiu nas graças do público e foi, sem dúvida, o ponto alto de empolgação de todas as performances que passarem pelo palco Mundo. Ali, ficou claro porque a californiana quebrou recordes e mais recordes em 2011, sendo considerada por muitos (inclusive pelo editor que vos fala) o grande nome da música pop em 2011.

Em seguida, Elton John, em uma longa e, como sempre, competente apresentação, pareceu deslocado diante de um público maciçamente teen, à espera dos shows das divas do pop. Uma pena, pois ele, um dos maiores astros da história do pop, com certeza, merecia muito mais do que a invasão de palco que aconteceu, a debandada da plateia durante sua apresentação, por fim, os gritos efusivos de 'Rihanna! Rihanna!' ao fim do show. Salve, Elton!

Aliás, gritos que não fizeram jus ao desfecho do primeiro dia de festival: após 1 hora de atraso, Rihanna subiu ao palco para uma apresentação estranhamente morna, em que foram perceptíveis as limitações da caribenha, tanto no vocal quanto em relação às coreografias e à presença de palco. Com um repertório repleto de altos e baixos, confundiu um pouco a mente dos fãs, que mesmo de pé até quase 4 horas da madrugada deste sábado, foram esvaziando a Cidade do Rock antes do fim de sua performance. Ao fim do show, com explosão de fogos de artifício ao som do hit 'Umbrella', ficou no ar (além de muita fumaça), a impressão de que brilhou mais forte o 'firework' de Katy Perry.

por Pedro Willmersdorf

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