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E agora, Galliano? A festa acabou e a condenação saiu

O reinado de John Galliano foi desabando depois de seus comentários ofensivos a judeus  Com a condenação definida, será que a festa acabou mesmo?

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O estilista John Galliano foi condenado no Palácio da Justiça, em Paris, por suas declarações racistas, na manhã dessa quinta-feira, 8 de setembro. A pena imposta pelo juiz foi o pagamento de duas multas, que totalizam 6000 euros, referentes às duas acusações feitas contra ele. O ex-designer da Dior não compareceu ao julgamento.

A Coluna preparou um resumo dos fatos que fizeram o estilista perder o cargo que ocupava na Dior há 14 anos e ser condenado pelos crimes de racismo e antissemitismo. Dá só uma olhada no babado...

O primeiro insulto antissemita de John teria acontecido em um bar, chamado La Perle, em Paris. Em 8 de outubro de 2010, ele teria proferido xingamentos a uma frequentadora do bar, chamando-a de "p*** judia de m****", o que causou a revolta de todos e resultou em uma primeira ação contra ele.

Não bastasse o infeliz episódio, em fevereiro deste ano, no mesmo bar, Galliano ofendeu outros clientes em uma mesa ao lado da sua, dizendo: "Amo Hitler. Pessoas como vocês estariam mortas. Suas mães, seus pais seriam uns p**** levados para câmaras de gás".

Esta última situação foi filmada com a câmera do celular de uma das vítimas e o vídeo foi divulgado no tabloide The Sun, o que culminou com a demissão do designer da Maison Dior.

Desde janeiro de 1997, Galliano era designer da Dior e foi o grande responsável por tirar a grife da decadência e elevá-la ao patamar mais alto da moda internacional. 

Considerado por muitos um dos melhores estilistas dos últimos anos, John começou sua carreira em 1984, depois de se formar (como o melhor aluno de sua turma) na St. Martins College of Art & Design, escola de moda mais conceituada de Londres.

Confira o vídeo abaixo:

Após lançar sua própria marca, no início da década de 90, o estilista se mudou para Paris, chamando atenção de grandes grifes, como a Givenchy, que o contratou como diretor criativo em 1995. Ele foi o primeiro britânico a ocupar essa função em uma maison francesa. O convite para assumir a Dior dois anos depois veio de Bernard Arnault, empresário francês que preside o LVMH, maior grupo de moda do mundo, do qual fazem partes grifes como Louis Vouitton, TAG Heuer, Dior e a própria Givenchy.

Na primeira audiência, em junho deste ano, o estilista havia confessado seu alcoolismo e seu vício em tranquilizantes e soníferos. "Não recordo muito bem o que aconteceu", declarou aos juízes, na época. Apesar do pedido de desculpas, onde o designer argumentou que essas "nunca foram suas convicções", a promotora Anne de Fontette solicitou aos juízes que Galliano fosse condenado a uma multa de 10 mil euros.

A colunista que vos escreve acredita que a sentença proferida na manhã de hoje não apaga os infelizes comentários de Galliano, mas evitam que outras pessoas repitam o mesmo erro.

Que ele tenha aprendido a lição.

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