Jornal do Brasil

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018 Fundado em 1891
Futebol & Cia.

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Renato Mauricio Prado


Enfim, um rival à altura

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A seleção brasileira enfrenta hoje o primeiro adversário realmente a sua altura na Copa. Ao contrário de Suíça, Costa Rica, Sérvia e México (todos muito mais fracos tecnicamente), a Bélgica conta com uma geração talentosa, com craques de indiscutível valor e de real destaque nos principais campeonatos europeus: Hazzard, De Bruyne, Lukako, Mertens, Courtois e Kompany, para ficar apenas nos mais badalados.

Até agora, apesar das dificuldades encontradas, o Brasil não chegou a ser ameaçado. Suas dificuldades foram apenas em traduzir em gols a superioridade que teve em todas as partidas. E, graças à tabela favorável que teve pela frente, foi possível evoluir jogo a jogo, permitindo, inclusive, que seu craque maior, Neymar, também fosse recuperando, paulatinamente, a forma física e o ritmo de jogo. Na vitória sobre o México, a equipe de Tite apresentou o seu melhor futebol até aqui nos gramados russos. Mas acho que hoje, precisará render ainda mais.

Desta vez, não creio em um jogo tão fechado, o que, de certa forma, pode até beneficiar os brasileiros. Mas, em compensação, a defesa, até agora praticamente inexpugnável (enfrentando ataques medíocres, insisto) será de fato posta à prova. Principalmente nas bolas altas – e aí acho que as presenças de baixinhos como Fagner, Fernandinho, Marcelo e Gabriel Jesus pode ser um problema e tanto.

Apesar disso tudo, o Brasil pode, sim, vencer e se classificar para as semifinais. Principalmente se William repetir a atuação do segundo tempo contra os mexicanos, desentortando o esquema de Tite que, nas primeiras rodadas, se mostrou exageradamente concentrado no setor esquerdo do ataque. Ele, Philippe Coutinho e, naturalmente, Neymar podem levar à loucura a zaga belga, ponto mais fraco do adversário de logo mais.

Para que o sonho do hexa continue bem vivo, sugiro que a torcida comece mais cedo, no duelo entre Uruguai e França. Se os uruguaios vencerem, com todo respeito aos muchachos do professor Tabárez, o caminho brasileiro ficará menos complicado. Se hoje já deverá ser uma pedreira, imagine se tivermos que cruzar com Mbappé, Pogba, Kanté e Griezmann? Melhor deixar pra pensar depois...

O negócio, hoje, é continuar evoluindo em busca daquele futebol envolvente e eficiente demonstrado nas eliminatórias sul-americanas. Jogando aquela bola, dá pra trazer o caneco.



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