Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Maio de 2018 Fundado em 1891
Futebol & Cia.

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Renato Mauricio Prado


Everton Ribeiro, o herói da classificação

Jornal do Brasil

Que dificuldade tem o time do Flamengo para fazer gol! Domina o adversário, cria as oportunidades no ataque, mas na hora do último passe, ou mesmo de apenas empurrar a bola para o fundo da rede, nada! Resultado: a partida de ontem, contra o Emelec, que tinha tudo para ser tranquila, quase virou um drama no final. Não fosse grande defesa de Diego Alves, nos últimos minutos, a classificação poderia ter escapado.

Everton Ribeiro, autor dos dois gols no Maracanã, foi o melhor em campo. Seguido por Cuellar. Diego, que lutou muito mas acertou pouco, levou o terceiro cartão amarelo e está fora do duelo com o River Plate, que decidirá o primeiro lugar do grupo, na semana que vem, no Monumental de Nuñez. Pode ser até que o time melhore sem ele.

Seja como for, enfim, o Mais Querido supera a fase de grupos. Um grande avanço. Mas precisa melhorar muito as finalizações se quiser ir mais longe na Libertadores.

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A boa e a má notícia 

Na injusta derrota para o Botafogo, pior que o resultado, foi a contusão de Ayrton Lucas, ótimo lateral-esquerdo que vinha se tornando um dos principais jogadores do Fluminense neste ano. Com uma distensão muscular na coxa, ele só voltará a atuar depois da Copa, privando o técnico Abel de uma de suas armas mais eficientes no apoio ao ataque. 

De positivo para o clube das Laranjeiras, restou mais uma boa atuação do jovem centroavante Pedro, que a cada partida mostra como era absurda a ideia de contratar o veterano e baleado criador de casos Kleber Gladiador. Pedro não deixa que dirigentes e torcedores tenham sequer saudade do artilheiro Henrique Dourado. É um goleador que sabe atuar também fora da área e demonstra grande potencial para o futuro. Tomara que não seja vendido logo, como o Fluminense tem feito com praticamente todas as estrelas reveladas em Xerém.

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Aposentadoria prematura

A grande atuação de Jefferson, no clássico contra o Fluminense, pode despertar o interesse de outros clubes, fato que pode leva-lo a repensar a ideia de deixar os gramados ao final da temporada. No Botafogo, ele está, naturalmente, desmotivado para continuar, por causa da reserva que amarga para Gatito Fernadez. Seu profissionalismo, entretanto, não permite que relaxe nos treinamentos e sua excelente forma comprova essa seriedade, como se pode ver na última segunda-feira.

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Russa na área 

Depois de perder a ponteira Gabi, 23 anos, titular da seleção brasileira, o Sesc/Rio de Janeiro contratou a atacante russa Tatiana Kosheleva, 29 anos, indiscutivelmente, uma supercraque – e o torcedor brasileiro de voleibol a conhece bem, dos diversos duelos que travou com as nossas meninas, em Mundiais, Grand Prixs e Jogos Olímpicos. 

O problema é que Kosheleva vem de duas temporadas sem brilho no voleibol da Turquia. E chegará contundida, recuperando-se de cirurgia no ligamento cruzado. Talvez não jogue nem o Mundial, em meados de setembro. A pró- xima Superliga feminina começa logo depois da competição, em outubro. Se estiver totalmente recuperada, Kosheleva será, sem dúvida, uma das grandes atrações do torneio. 

Mas, cá entre nós, eu teria ficado bem mais feliz se tivessem importado a belíssima Natalya Goncharova. Além de craque, uma deusa. Se isso acontecesse perigava até eu voltar a frequentar as quadras. Só para ver de perto todo o seu exuberante jogo...

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Missão quase impossível 

LeBron James começou a mil por hora, levou o Cleveland a liderar o placar durante todo o primeiro tempo mas, a partir do terceiro quarto, o Boston voltou a tomar conta da quadra e, cansado, o melhor jogador da NBA na atualidade, nada mais pode fazer. Os Celtics venceram os dois primeiros jogos, em casa, e agora a série vai para a sede dos Cavalliers. Mas a reação parece muito difícil. Apesar de King James, o adversário é mais forte. Após sete anos consecutivos, são grandes a chance de LeBron ficar fora da grande final da NBA. E de trocar de franquia na próxima temporada.

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Bingo! 

Autódromo de Jacarepaguá, 1983: encerrada a corrida, uma Parati dourada, placa BU-7806, de São José dos Campos, tenta fugir ao colossal engarrafamento na Avenida Alvorada (atual Ayrton Senna).

Corta daqui, corta dali, entra pelo acostamento e acaba provocando a ira de um motorista que, cara para fora da janela, vocifera: 

- Qual é, ô palhaço? Está pensando que é o Nelson Piquet? 

Era o próprio...

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Manual de Don Juan 

A Associação de Futebol da Argentina (AFA) ofereceu para dirigentes, jornalistas e técnicos que irão à Copa um curso sobre os hábitos, a língua e a cultura da Rússia. Nele, distribuiu um manual, no qual, um dos capítulos era dedicado ao tema “o que fazer para ter alguma chance com garotas russas”. O principal conselho: “as russas não gostam de ser vistas como objetos. Por serem bonitas, muitos homens só querem leva-las para a cama. Talvez elas até desejem o mesmo, mas precisam se sentir importantes e únicas”. A patacoada foi revelada por um dos jornalistas no twitter, levando os organizadores do curso a recolher rapidamente o tal manual, posteriormente, devolvido sem as páginas das “conquistas”. 



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