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Léo Silva repete sina de ex-Cruzeiro e faz gol salvador à la Dadá Maravilha

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Alvo de cotoveladas, trombadas e cabeçadas, Leonardo Silva já levou 17 pontos em sua própria cabeça. Nada, porém, que o impedisse de marcar, com uma testada precisa, o gol mais importante da carreira na noite desta quarta-feira no Mineirão. Foi assim que, aos 41min do segundo tempo, ele marcou o segundo dos gols do Atlético-MG sobre o Olimpia-PAR na vitória por 2 a 0 que virou título nos pênaltis.

O gol marcado por Leonardo Silva surgiu justamente no momento em que os atleticanos precisavam sair do atoleiro. A vitória por 1 a 0 era insuficiente, deixava o título nas mãos olimpistas e não havia muito tempo. Até que a bola aérea, a insistente – e por vezes irritante – estratégia atleticana, funcionou.

Junior Cesar foi à linha de fundo e cruzou para Leonardo Silva trombar com um marcador. A bola então atravessou todo o campo e foi recolhida na direita por Bernard, ainda enquanto o zagueiro se levantava. Veio mais um cruzamento e Leonardo saltou perto do limite de sua impulsão máxima, a 2,46m. Mas parou no ar, como Dadá Maravilha, e esperou a bola tocar em sua cabeça enquanto o corpo já retornava ao chão. Um movimento preciso e salvador.

Leonardo Silva tem história no maior rival. Defendeu o Cruzeiro por duas temporadas. Em 15 de julho de 2009, estava em campo no mesmo Mineirão quando o Estudiantes-ARG surpreendeu ao vencer por 2 a 1 e ficou com a Libertadores. Ao fim de seu contrato com a equipe cruzeirense, já em baixa, virou aposta de Alexandre Kalil no início de 2011.

Kalil, diga-se, que contratou uma série de ex-cruzeirenses para o Atlético nos últimos cinco anos. Três treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior e...Cuca. Patric, Fernandinho, Alessandro, Leandro, o próprio Leonardo Silva e...Guilherme! Autor do gol que, já no final contra o Newell’s, provocou os pênaltis na semifinal. Como Léo Silva, que provocou os pênaltis e o final feliz para os atleticanos.