O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 saiu de reunião com dirigentes da Conmebol sorrindo e brincando nesta quarta-feira, em Budapeste. Mas, quando pôde cochichar com o membro do comitê executivo da Fifa Marco Polo Del Nero, José Maria Marin foi claro na insatisfação com as cobranças da entidade máxima do futebol. "Não podemos concordar com eles", disse para o principal candidato a substituí-lo no comando da CBF.
No dia anterior, o presidente da Fifa Joseph Blatter havia dito que o Brasil precisava investir mais dinheiro para que as obras da Copa das Confederações e da Copa do Mundo fiquem prontas a tempo. Na saída do suntuoso hotel Royal Corinthian, onde ocorreu o encontro na capital húngara, Marin garantiu que as obras nas seis sedes (Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e Recife - as duas últimas ainda sob risco de exclusão) escolhidas pelo Brasil para a Copa das Confederações do próximo ano estarão concluídas a tempo.
"No momento exato dessa competição, nós estaremos em condições", assegurou Marin. "Não tenho a menor dúvida quanto a isso. O COL faz um acompanhamento diário do andamento das obras e comunica diariamente à Fifa."
A reunião, que durou mais de três horas, teve uma participação rápida do presidente da Fifa e do seu secretário-geral Jerome Valcke, que saíram sem falar com a imprensa. Quando os repórteres perceberam que havia alguma insatisfação de Marin, ele não negou. "Vocês são muito perspicazes", declarou, visivelmente constrangido. "Eu preferia encerrar por aqui. Vocês entrevistam outros personagens e eles podem dar mais informações. Mas cumprimento por sua argúcia", saiu, sorridente.