O técnico Gilson Kleina saiu em defesa do elenco da Ponte Preta nesta terça-feira. O comandante resolveu falar com a imprensa sobre o desempenho do time na derrota para o Atlético-MG, por 1 a 0, na estreia do Campeonato Brasileiro. De acordo com Kleina, o momento é de blindar os jogadores que estão chegando à Ponte Preta, além de falar que eles precisam de "proteção superior", para explicar a sua entrevista no dia.
"Eu resolvi falar, pois o comandante tem que colocar a cara para bater na hora da cobrança. Não sou de fugir das situações. Seria injusto os jogadores, que acabaram de chegar, explicarem o que está acontecendo com o time. É hora de blindar quem está chegando. Eles precisam de uma proteção superior, e eu estou aqui para fazer isso", disse o treinador.
Kleina disse respeitar as críticas, mas acredita que a melhor solução no momento é continuar trabalhando. "Eu respeito qualquer crítica, mas todo momento de transição é difícil. Pode encaixar do dia para a noite ou não. O que eu quero é trabalhar. Agradar a gente nunca vai agradar", afirmou Kleina.
O comandante defendeu o atual elenco pontepretano, principalmente depois de alguns torcedores vaiarem o time na saída do gramado no último domingo, quando um gol aos 45min do segundo tempo decretou a derrota no Moisés Lucarelli.
"Eu sou o primeiro a confiar no trabalho de todos. Claro que uma derrota tem sempre um peso maior, mas nós precisamos analisar o jogo. Não fizemos uma grande partida, mas pegamos um adversário que jogou no nosso erro e viveu da bola parada. Fica sempre o resultado final, mas se a gente analisar, o erro do árbitro também contribuiu e isso tem que ser falado. Mas criamos pouco dentro de casa. É em cima disso que temos que trabalhar", completou.
A Ponte Preta tem chance de mostrar que tem condições de mudar esse clima tenso no próximo sábado, quando o time encara o Atlético-GO, às 18h30 (de Brasília), no Serra Dourada, pela segunda rodada. Neste jogo, o meia Marcinho pode fazer sua estreia com a camisa do clube.