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Dona Canô, mãe de Caetano Veloso, declara voto em Dilma

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Na tarde desta sexta-feira (22), o blog "Mulheres com Dilma", que apoia a candidatura da petista Dilma Rousseff para a presidência da República, publicou um vídeo com o depoimento de Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e de Maria Bethânia. No vídeo, Dona Canô declara seu voto na ex-ministra da Casa Civil. "Eu vou votar em Dilma, porque ela tem toda a capacidade de governar".

Aos 103 anos, Dona Canô enfatizou que não abre mão de seu direito ao voto e, por isso, vai às urnas no próximo dia 31 para ajudar a eleger a presidenciável petista. Seu filho Caetano apareceu durante a campanha eleitoral no programa de Marina Silva, candidata do PV, que obteve 20% dos votos no dia 3 de outubro.

Veja vídeo:

 

 

Encontro no Rio

No Rio de Janeiro, a candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, mobilizou a mais expressiva manifestação de artistas e intelectuais à sua campanha, na noite desta segunda-feira 18). O ato político se destacou pela presença de Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Leonardo Boff, Alceu Valença e José Celso Martinez, signatários de um manifesto pró-PT. O teatro Casa Grande, no Leblon, ficou repleto e, no lado de fora, o público precisou ser contido, para não extrapolar a capacidade da casa.

"Minha função aqui é ser papagaio de pirata, tirar foto com a Dilma. E reiterar meu apoio por essa mulher guerreira", afirmou Chico Buarque na ocasião. O compositor acrescentou que aprova o governo Lula por "não cortejar os poderosos de sempre". "Ele fala de igual pra igual. Não fala fino com Washington nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai. Por isso mesmo, é ouvido e respeitado no mundo inteiro, como nunca antes na história deste país!", brincou Chico no rápido discurso, citando o mantra de Lula.

Numa cadeira de rodas, Niemeyer permaneceu no evento até o fim, e foi cumprimentado duas vezes por Dilma. A plateia o recebeu de pé, aos gritos de: "Oscar! Oscar! Oscar! Oscar!". Mais aclamado que a própria candidata. O frei Leonardo Boff, ex-apoiador de Marina Silva (PV), assumiu a tribuna como principal orador. Segundo Boff, Lula "fez a passagem de um Estado elitista e privatista para um Estado republicano".