Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira (17), novamente pressionados pelos últimos sinais de avanço na produção dos Estados Unidos.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 0,99%, a US$ 52,65 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para junho recuou 0,94%, para US$ 55,36 por barril.
Durante a manhã, os preços dos barris tiveram alguns momentos de leve alta, enquanto investidores realizam lucros após os três dias de pausa da Páscoa.
Às 10h08, o barril de Brent para junho negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, tinha queda de 0,02%, a US$ 55,88. Já o barril de WTI para entrega em maio, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York, perdia 0,11%, a US$ 53,12.
Às 12h29, o WTI caía 0,21%, a US$ 53,07, já o Brent recuava 0,07%, a US$ 55,85.
Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado, devido ao excesso de oferta global.
O último relatório do DoE mostrou que a produção dos EUA já está em 9,24 milhões de barris por dia, o maior patamar em 86 semanas, com parte da ação sendo atribuída a produtores de óleo de xisto, que se aproveitaram da recente alta nos preços do petróleo.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a AIE afirma que uma maior produção de petróleo no Texas irá empurrar a produção de xisto de 5,07 milhões de barris por dia em abril para 5,19 milhões de barris por dia em maio.
O dia 1° de janeiro marcou o início oficial do acordo firmado entre Opep e países de fora do grupo como a Rússia, em novembro, para reduzir a produção em cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia. Se encaminhado como o prometido, pode reduzir a oferta global em 2%. O desempenho norte-americano, contudo, tem deixado o mercado sob alerta. Em 25 de maio, o cartel discutirá se deve estender os cortes para além de junho.