Jornal do Brasil

Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

Economia

'Financial Times': em confronto com Mantega, Armínio Fraga decepciona 

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Em artigo publicado no Financial Times nesta sexta-feira (10), a jornalista Samantha Pearson destaca que, no confronto entre o economista Armínio Fraga, apontado pelo tucano Aécio Neves como seu futuro ministro da Fazenda, caso seja eleito, e o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, Fraga decepcionou.

A jornalista destaca que Mantega "certamente tem algumas explicações a dar", já que a economia deve crescer "míseros 0,2% este ano" e que a inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 6,75 por cento - acima do limite superior da faixa de tolerância do país e muito acima da meta oficial de 4,5 por cento. Segundo o texto, até o momento, Mantega e o PT culparam a crise financeira mundial e que, "em suma, Mantega deveria ter sido um alvo fácil." 

De acordo com o FT, "Fraga teve certamente os argumentos certos, contudo, Mantega "falou como um político confiante, baseando-se (embora um pouco falho) em narrativas populistas e coerentes", enquanto "em grande parte Fraga respondeu com o pragmatismo frio e detalhes técnicos de um banqueiro central."

>> Para Armínio Fraga, crise econômica mundial acabou. FMI pensa diferente

Artigo do 'Financial Times' diz que Armínio Fraga decepcionou
Artigo do 'Financial Times' diz que Armínio Fraga decepcionou

O artigo destaca o comentário do jornalista brasileiro Sérgio Augusto no Twitter: "Eu tinha esquecido o quão ruim Armínio Fraga está em entrevistas e debates. Ele vem como tudo o que ele não é: inseguro e falso." 

Ainda segundo o FT, após oito anos de Mantega como ministro da Fazenda, os investidores e empresários podem receber um pouco de pragmatismo frio. "No entanto, não são essas pessoas que Fraga tem que convencer - a grande maioria teria escolhido Fraga sobre Mantega de qualquer maneira. Em vez disso, Fraga e o PSDB precisam encontrar uma maneira de obter a mensagem econômica através da média brasileira e desconstruir a crença comum de que o que é bom para os mercados é ruim para as pessoas e vice-versa."

O texto conclui afirmando que, "afinal, este não é apenas um debate econômico cordial: é guerra - a batalha final pelo controle sobre o segundo maior mercado emergente do mundo e as vidas de mais de 200 milhões de pessoas."

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