Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Economia

Vendas no varejo crescem em setembro, diz IBGE

Agência IN

O comércio varejista apresentou em setembro, com relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), taxas de 0,5% para o volume de vendas e de 0,8% para a receita nominal, anunciou nesta quarta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o volume de vendas, é o sétimo resultado positivo consecutivo, enquanto a receita nominal mantém crescimento desde junho de 2012.

Quanto à média móvel, o volume de vendas obteve variação de 1,2 %, enquanto a receita apresentou aumento de 1,4%. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo registra, em termos de volume de vendas, acréscimos de 4,1% sobre setembro do ano anterior e taxas de 3,9% e 4,8% nos acumulados dos nove primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 10,6%, 11,7% e de 12,0%, respectivamente.

Em setembro, houve crescimento no volume de vendas em sete das dez atividades pesquisadas na comparação com o mês imediatamente anterior: outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%); material de construção (0,8%); combustíveis e lubrificantes (0,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%); e tecidos, vestuário e calçados (0,0%). Os resultados negativos ocorreram em móveis e eletrodomésticos (-0,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,7%); e em veículos, motos, partes e peças (-5,1%).

Por outro lado, o comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal) queda de 0,7% para o volume de vendas, enquanto a receita nominal apresentou estabilidade, ambas as taxas com o ajustamento sazonal. Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 7,5% para o volume de vendas e de 12,7% para a receita nominal. Para o volume de vendas, no acumulado do ano o resultado foi de 3,6%, e para os últimos 12 meses o setor apresentou variação de 4,9%. Já a receita nominal obteve variações de 8,7% e 9,2%, respectivamente.

No que tange ao volume de vendas, a atividade de veículos, motos, partes e peças registrou queda de 5,1% em relação a agosto. Comparando com setembro do ano anterior, a variação foi de 13,9%. Este último resultado, pode ser explicado pelo efeito base, uma vez que em setembro de 2012 a atividade obteve queda de 9,5%. No final de maio de 2012 o governo implementou medidas de incentivo ao consumo de veículos, por meio da redução do IPI, que tiverem repercussão sobretudo nos meses de junho, julho e agosto. Naquele período, o dia 31/08/2012 seria o prazo final para manutenção daquela política, no entanto, no dia 29/08/2012 ela foi prorrogada para o dia 31/10/2012 o que levou ao arrefecimento do consumo em setembro de 2012. Em termos de acumulados, as variações foram as seguintes: 2,0% nos nove primeiros meses e 4,4% nos últimos 12 meses.

Quanto ao segmento de material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,8% sobre o mês anterior, de 10,1% em relação a setembro de 2012. Em termos de acumulados, as variações foram as seguintes: 7,3% nos nove primeiros meses e de 7,6% nos últimos 12 meses. Cabendo ressaltar que os incentivos fiscais do governo através da redução do IPI, previstos para serem mantidos até dezembro, continuam estimulando o desempenho do segmento.

Contudo, das 27 unidades da federação, 22 apresentaram variações positivas na comparação setembro de 2013 contra setembro de 2012. Os destaques em termos de taxa de crescimento foram: Alagoas, com variação de 10,6%; Tocantins (10,3%); Rio Grande do Norte (9,7%); Maranhão (9,5%) e Pernambuco (9,4%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se São Paulo (4,7%); Rio de Janeiro (5,4%); Paraná (7,3%); Pernambuco (9,4%) e Bahia (3,0%).

Em relação ao varejo ampliado, houve crescimento em 23 unidades da federação, com as maiores taxas no volume de vendas ocorrendo no Acre (16,7%), Rio Grande do Sul (12,5%); Rio Grande do Norte (12,0%); Paraná (11,9%) e Pernambuco (11,6%). Em termos de impacto positivo no resultado global do setor, os destaques foram São Paulo (6,8%); Rio de Janeiro (11,1%); Rio Grande do Sul (12,5%); Paraná (11,9%) e Santa Catarina (7,8%).

Considerando os resultados sobre o mês anterior com ajuste sazonal, observa-se expansão no volume de vendas em 17 unidades da federação. As maiores taxas positivas ocorreram em Tocantins (1,8%); Rio Grande do Norte (1,6%); Maranhão (1,6%); Mato Grosso do Sul (1,4) e Pernambuco (1,2%). Já os destaques em termos de taxas negativas foram Sergipe (-5,7%); Roraima (-2,2%); Espírito Santo (-1,6%) e Alagoas (-1,4%).

Comparando o terceiro trimestre de 2013 com o segundo, levando-se em conta os dados ajustados sazonalmente, observa-se aceleração no varejo, com a taxa passando de 0,8% para 3,2% e arrefecimento na variação do varejo ampliado, de 1,0% para 0,2%. Das dez atividades, sete apresentaram resultado superior ao do trimestre anterior: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -0,8% para 3,1%); tecidos, vestuário e calçados (de -1,3% para 2,5%); móveis e eletrodomésticos (de 2,3% para 4,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de -5,3% para 7,4%); livros, jornais, revistas e papelaria (de -1,5% para 0,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 1,1% para 3,8%); e material de construção (de -0,4% para 1,5%). As atividades restantes apresentaram queda em relação ao segundo trimestre: combustíveis e lubrificantes (de 5,2% para 0,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 4,7% para 2,6%) e veículos, motos, partes e peças (de 0,1% para -4,8%).

Vale destacar que o comércio varejista cresceu 5,5% no terceiro trimestre de 2013 em relação a igual período de 2012, se posicionando acima da variação do segundo trimestre do ano (2,6%). Comparando as taxas do segundo e do terceiro trimestres de 2013 observa-se alta em seis atividades, a saber: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -1,2% para 3,0%); tecidos, vestuário e calçados (de 2,2% para 3,5%); Móveis e eletrodomésticos (de 6,0% para 8,8%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 9,8% para 11,1%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de 3,8% para 10,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 7,4% para 11,6%). As demais atividades, na mesma comparação, apresentaram queda: livros, jornais, revistas e papelaria (de 3,1% para -0,2%) e combustíveis e lubrificantes (de 8,5% para 5,8%).

Por fim, no comércio varejista ampliado, a variação do volume de vendas do terceiro trimestre foi de 3,2%, abaixo da taxa do segundo trimestre, que ficou em 3,6%, influenciada também pelo resultado de veículos, motos, partes e peças, que teve decréscimo em sua variação de 4,2% para -1,8%, e de material de construção, que variou de 8,6% para 8,1%.

Tags: brasil, comércio, economia, percentual, taxa

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