O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, encerrou o pregão desta segunda-feira em queda, guiado pelos temores da economia chinesa, impulsionado pela queda das ações da Vale. Com isso, o pregão nacional registrou desvalorização de 2,32%, aos 45.965 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 9.058 bilhões.
Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da MMX MINER (ON) que avançaram 8,66% e a OI (PN) que apresentaram alta de 7,00%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da USIMINAS (PNA), que recuaram 7,78% e GOL (PN) a que apresentaram revés de 7,42%.
Na Europa, as bolsas também encerraram a sessão em queda, com o FTSE 100 caindo 1,42%, a 6.029,10 pontos. Em Frankfurt, o DAX 30 teve queda de 1,24%, a 7.692,45 pontos, enquanto, em Paris, o CAC 40 recuou 1,71%, a 3.595,63 pontos.
E num dia sem intervenções do Banco Central, a moeda norte-americana fechou em baixa. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 2,2276, com queda de 0,75%. É a segunda sessão seguida em que o dólar cai.
A moeda norte-americana iniciou o dia em alta e, por volta das 9h20, foi cotada a R$ 2,2637, na máxima do dia. A cotação, então, passou a oscilar nas horas seguintes até começar a cair por volta das 14h. Por volta das 16h40, o dólar comercial chegou a ser vendido a R$ 2,2206, no menor valor da sessão, antes de desacelerar a queda no fechamento.
Apesar de não ter feito intervenções, o Banco Central informou que fará nesta terça-feira (25) pelo menos um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A moeda norte-americana acumula alta de 3,98% no mês e de 8,95% no ano.
Na quinta-feira (20), o dólar comercial fechou em R$ 2,258, maior valor desde 1º de abril de 2009. Há um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta.
A instabilidade agravou-se depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, na quarta-feira (19), que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.
Com Agência Brasil