O dólar comercial opera com ganhos de 0,10% nas primeiras ofertas do dia. A moeda norte-americana era cotada a R$ 2,050 na compra e R$ 2,052 na venda.
De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, ficou evidente a tendência de desvalorização do real frente ao dólar na última sexta-feira. Enquanto nas praças internacionais a moeda americana chegou a mostrar fraqueza perante o euro e iene, por aqui a tendência continuava a ser de alta. A cotação chegou a atingir a máxima de R$ 2,056 e os investidores chegaram esperavam pela intervenção do BC quando foi anunciado o leilão de títulos cambiais do Banco Econômico (em processo de liquidação). O leilão ocorrerá no próximo dia 4 e soma US$ 4 bilhões, o que justificaria a ausência temporária do BC em conter a alta recente da moeda. Recentemente a alta dos juros não tem contribuído para conter a busca pelo dólar no mercado doméstico e se os juros forem ajustados em 0,25% apenas, teremos nova rodada de pressão altista para o dólar. Atualmente, as apostas convergem para alta mais agressiva, de 0,5% (a ser anunciado na quarta-feira).
Sem uma agenda econômica internacional, as informações brasileiras ganham destaque. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo recuou a 0,18% na terceira quadrissemana de maio, depois atingir 0,21% na semana anterior, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados nesta segunda-feira. Além disso, a Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) registrou, em maio, taxa de variação de 1,24%, acima do resultado do mês anterior, de 0,84%. No ano, o índice acumula variação de 3,59% e, nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 7,19%.
Por fim, o Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira, o Boletim Focus, onde a previsão para a taxa de câmbio em 2013 subiu de R$ 2,02 para R$ 2,03. Para 2014 a taxa ficou em R$ 2,07.