Em abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (ICEC) caiu 0,9% e passou de 121,8 para 120,6 pontos, em uma escala que varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). O indicador da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresentou queda, pois obteve percepções menos otimistas em dois dos três subíndices que o compõem.
O índice mostrou o empresário do comércio mais cauteloso pelo ritmo de crescimento das vendas abaixo do esperado e a persistência da inflação. Apesar de avaliações menos otimistas em relação ao momento atual e perspectivas para o futuro, a propensão para novos investimentos registrou alta pelo segundo mês consecutivo.
Com isso, o subíndice ICAEC (Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio) já vinha, nos últimos meses, permanecendo na área de pessimismo e, em abril, confirmou essa tendência com uma queda de 1,8%, passando de 95,2 para 93,5 pontos. Os empresários também se mostraram menos otimistas em relação ao futuro, pois o IEEC (Índice de Expectativa do Empresário do Comércio) apontou diminuição de 2,8% (156,5 pontos). Por outro lado, o IIEC (Índice de Investimento do Empresário do Comércio) apresentou avanço de 2,6% (112 pontos).
Em relação ao ICAEC, todos os itens que compõem o subíndice tiveram avaliações mais pessimistas. O resultado foi influenciado, principalmente, pela percepção dos comerciantes em relação às condições atuais da própria empresa (CAEC), com decréscimo de 3,8%. O quesito confiança dos empresários quanto às condições da economia no curto prazo (CAE) e o que apura as condições do próprio setor (CAC) mantiveram-se praticamente estáveis, com variação de -0,2%.
Todos os itens do IEEC também registraram percepções menos otimistas em seus resultados. A maior baixa apurada foi em relação às expectativas dos empresários em relação ao próprio setor (EC), com queda de 3,3% ao passar de 159,5 em março para 154,2 pontos em abril. Quando se avalia a percepção em relação à própria empresa (EEC), verificou-se também baixa de 2,7% ao passar de 166,6 para 162,1 pontos. Além disso, a expectativa em relação à economia brasileira (EEB) apontou queda de 2,4% ao passar de 156,5 para 152,8 pontos.
Por fim, o IIEC foi o único subíndice a apurar alta. A maior influência foi do quesito novos investimentos (NIE), cujo aumento foi de 3,1%. Também houve crescimento de 2,9% no item que analisa as novas contratações (IC). O indicador que mede o sentimento do comerciante em relação ao nível do seu estoque (SAE) foi outro ponto otimista, com alta de 1,5%. Porém, para aproximadamente 35,3% dos comerciantes a situação do estoque foi considerada inadequada.