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Dados dos EUA contribuem para queda do Ibovespa

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O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, apresenta desempenho negativo em linha com o mercado norte-americano. Há pouco, o índice, desvalorizava 0,10%, aos 52.828 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.316 bilhões.

De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, a decisão do governo em subir em apenas 0,25% a Selic não é suficiente ancorar expectativas de inflação mais altas e nem suficiente para fazer com que o mercado acredite que a austeridade do BC possa garantir previsibilidade futura e induzir investimento de longo prazo. O resultado para a bolsa é decepcionante. Não ajuda no curto prazo e nem no longo. O dia de hoje promete ser mais desconfortável para ativos de mineração, uma vez que a produção da Vale no primeiro trimestre desanima e as commodities metálicas caem no mercado internacional com o receio de que a China possa demandar ainda menos recursos naturais. Tivemos no dia de ontem o vencimento do índice futuro e a posição do investidor estrangeiro pouco mudou. Ainda estão receosos com a capacidade da economia levantar voo. Nosso crescimento projetado é muito abaixo dos emergentes e não justifica grandes apostas ou alocações. Dia promete estabilidade na abertura com as notícias ruins do lado das commodities se sobrepondo com a ligeira recuperação dos mercados externos. Ontem, 17, os boatos de uma redução da nota da Alemanha deixaram os investidores preocupados. Mas, hoje, a agência de classificação financeira Moody's confirmou a nota "Aaa", a melhor possível, atribuída à dívida soberana da Alemanha, assim como a perspectiva negativa.        

Além disso, a câmara dos deputados da Alemanha aprovou a ajuda ao Chipre por ampla maioria, assim como os resgates anteriores aos países da Eurozona em crise. A Alemanha contribuirá com € 3 bilhões do pacote de ajuda de € 10 bilhões que a Eurozona aprovou em 25 de março para salvar a pequena ilha da falência.        

Na agenda da região foi divulgado que as vendas no varejo britânico recuaram 0,7% em março se comparadas ao resultado imediatamente anterior, segundo informações divulgadas pelo ONS, o Escritório de Estatísticas Nacional. O resultado veio acima do esperado por analistas que era uma baixa de 0,8%. O mês anterior a taxa apresentou avanços de 2,1%.        Nos Estados Unidos, o departamento de Trabalho revelou que os novos pedidos de seguro desemprego aumentaram levemente. O departamento registrou 352.000 pedidos de subsídios por desemprego de 7 a 13 de abril, em dados corrigidos das variações sazonais, ou seja, 1,1% a mais que na semana anterior.    

Vale destacar que ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic para 7,50% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 7,25% a.a.        

E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, registrou no segundo decêndio de abril variação de 0,28%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,24%.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Gol (PN) que avançavam 7,36% e a BR Malls (ON) que apresentavam alta de 3,57%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Eletrobras (ON), que recuavam 2,99% e a Eletropaulo (PN) que apresentavam revés de 2,67%.