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Bolsas fecham pregão com resultados mistos

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Em meio aos dados ruins nos Estados Unidos, as principais bolsas de valores mundiais encerram pregão em direções opostas. Aqui no Brasil, o Ibovespa se recupera e fecha sessão em alta.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em queda, puxadas pelas ações das companhias mineradoras. Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão em baixa. O índice Nikkei perdeu 1,22%, aos 13.220,07 unidades.

As principais bolsas europeias fecharam praticamente estáveis influenciadas por dados da região e dos Estados Unidos. Com isso, o CAC-40, de Paris, registrou ganhos de 0,00%, aos 3.599 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 0,39%, aos 7.473 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentou baixa de 0,01% aos 6.243 pontos.

Na agenda do Velho Continete foi divulgado que as vendas no varejo britânico recuaram 0,7% em março se comparadas ao resultado imediatamente anterior, segundo informações divulgadas pelo ONS. O resultado veio acima do esperado por analistas que era uma baixa de 0,8%. O mês anterior a taxa apresentou avanços de 2,1%.

Ontem, 17, rumores de uma redução da nota da Alemanha deixaram os investidores preocupados. Mas, hoje, a agência de classificação financeira Moody's confirmou a nota "Aaa", a melhor possível, atribuída à dívida soberana da Alemanha.

E a câmara dos deputados alemã aprovou a ajuda ao Chipre por ampla maioria, assim como os resgates anteriores aos países da Eurozona em crise. A Alemanha contribuirá com € 3 bilhões do pacote de ajuda de € 10 bilhões que a Eurozona aprovou em 25 de março para salvar a pequena ilha da falência.

Em Wall Street, bolsas fecham em queda em meio a uma temporada fraca de resultados de empresas e a divulgação de indicadores norte-americanos pouco otimistas. O índice Dow Jones perdeu 0,56% aos 14.537 pontos; o S&P 500 desvalorizou 0,67% aos 1.548 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve baixa de 1,20% aos 3.166 pontos.

Por lá, o Departamento de Trabalho revelou que os novos pedidos de seguro desemprego aumentaram levemente. O departamento registrou 352.000 pedidos de subsídios por desemprego de 7 a 13 de abril, em dados corrigidos das variações sazonais, ou seja, 1,1% a mais que na semana anterior.

Aqui no Brasil, o Ibovespa fecha em alta na contramão de mercado externo em um dia de forte volatilidade. Com isso, o pregão nacional registrou valorização de 0,54%, aos 53.165 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6.871 bilhões.

Na agenda de indicadores brasileiros, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, registrou no segundo decêndio de abril variação de 0,28%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,24%.

A pesquisa Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que a produção industrial do país cresceu em março, em comparação com o mês anterior, atingindo 52,9 pontos contra 46,1 pontos em fevereiro. No entanto, o crescimento da atividade industrial em março de 2013 foi menos intenso e disseminado que no mesmo período em anos anteriores.

E o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic para 7,50% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 7,25% a.a.

Na renda fixa, os juros futuros operaram em queda. O contrato de DI, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, encerrou com taxa anual de 7,83%. Uma desvalorização de 4,51% em relação dia anterior.

O dólar encerrou a sessão de hoje com alta de 1,00%, operando acima dos R$ 2. Com isso, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 2,016 na compra e R$ 2,018 na venda.