O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, na segunda prévia de fevereiro, variação de -0,11%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,22%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de -0,31%, no segundo decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -0,04%. A taxa de variação dos Bens Finais recuou de 0,06% para -0,28%.
A maior contribuição para esta desaceleração teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 5,99% para 2,01%. A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,19%, em janeiro, para 0,18%, em fevereiro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,49% para 0,07%. O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -1,00%. No mês anterior, a taxa foi de -0,45%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (3,32% para -0,62%), mandioca (aipim) (14,50% para 0,60%) e aves (-2,31% para -6,76%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (-5,66% para -3,39%), bovinos (-3,14% para -0,84%) e milho (em grão) (3,28% para 5,71%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,19%, no segundo decêndio de fevereiro, ante 0,81%, no mesmo período do mês anterior. A partir de fevereiro, o IPC passou a ser calculado com base em nova estrutura de ponderação . A principal mudança em relação à estrutura de ponderação anterior foi a criação da oitava classe de despesa, Comunicação. Este novo grupo recebeu dois subitens antes pertencentes ao grupo Habitação: tarifa de telefone residencial e tarifa de telefone móvel. A principal contribuição para o decréscimo da taxa do IPC, no segundo decêndio de fevereiro, partiu do grupo Alimentação.
Nesta classe de despesa, 16 das 21 categorias de gêneros alimentícios apresentaram recuos em suas taxas de variação. Entre elas cabe mencionar: hortaliças e legumes (7,63% para -1,46%), carnes bovinas (0,99% para -2,72%), aves e ovos (1,53% para -1,63%), pescados frescos (2,84% para -0,59%), e bebidas não alcoólicas (0,98% para 0,05%). Também foram computados decréscimos nas taxas de variação de outras cinco classes de despesa: Vestuário, Educação, Leitura e Recreação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Habitação. Para a trajetória de desaceleração desses grupos contribuíram destacadamente os itens: roupas (0,10% para -0,87%), cursos formais (3,08% para 2,50%), gasolina (0,25% para -0,42%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,78% para -0,36%) e material para limpeza (0,86% para -0,24%), respectivamente. Em contrapartida, apenas o grupo Despesas Diversas registrou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, a principal contribuição partiu do item cartório (0,08% para 3,95%). O grupo Comunicação, que passou a fazer parte da estrutura do IPC, a partir deste mês, registrou variação de 0,16%. A principal influência para a composição da taxa do grupo partiu do item tarifa de telefone residencial, cuja taxa foi de 0,47%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de fevereiro, variação de 0,52%. No segundo decêndio do mês anterior, a taxa foi de 0,60%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,35%.
O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,64%, no segundo decêndio de fevereiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice variou 0,86%.