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Produção industrial cresce 0,5% em julho

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A produção industrial avançou 0,5% em julho, em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, recuperando parte da perda de 1,2% registrada em junho. Frente a julho de 2010 a atividade fabril apontou variação negativa de 0,3%, após dois meses de resultados positivos neste tipo de comparação. 

Com o desempenho deste mês o índice acumulado para os sete primeiros meses do ano mostrou crescimento de 1,4%, abaixo, portanto, da marca observada ao final do primeiro semestre (1,7%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde outubro do ano passado, recuou 0,8 ponto percentual na passagem de junho (3,7%) para julho (2,9%), e assinalou o resultado positivo menos intenso desde abril de 2010 (2,3%). As informações são do IBGE.

Entre os ramos, 14 registraram alta e 12 tiveram queda em julho 

Com o avanço de 0,5% observado no total da indústria entre junho e julho, o patamar de produção do setor ficou 2,0% abaixo do nível recorde alcançado em março último. Esse aumento no ritmo de atividade em julho foi verificado em 14 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para edição e impressão (16,8%), impulsionado em grande parte pela maior produção de livros explicada sobretudo por encomendas governamentais, veículos automotores (4,3%), alimentos (1,9%), bebidas (4,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,9%). 

Vale ressaltar que, com exceção do ramo de edição e impressão que apontou o seu segundo resultado positivo consecutivo, as demais atividades registraram taxas negativas no mês anterior: -1,3%, -0,5%, -0,5% e –8,6%, respectivamente. Por outro lado, a principal influência negativa sobre a média global foi observada na indústria farmacêutica (-9,0%), que acumula perda de 20,7% nos três últimos meses, seguida pelos setores de outros produtos químicos (-1,8%), têxtil (-4,9%), diversos (-12,9%) e máquinas e equipamentos (-1,3%).

Ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, nos índices por categorias de uso, somente o segmento de bens intermediários (-0,7%) apontou recuo na produção, após também assinalar queda em junho (-1,6%). As demais categorias de uso registraram resultados positivos, com destaque para bens de consumo semi e não duráveis (3,8%), que mostrou o avanço mais acentuado, vindo a seguir bens de consumo duráveis (2,9%) e bens de capital (1,7%). Vale ressaltar que esses setores assinalaram taxas negativas no mês anterior: -3,0%, -0,5% e -0,7%, respectivamente.


No acumulado em 2011, 16 das 27 atividades tiveram crescimento

No índice acumulado para os sete primeiros meses do ano, frente a igual período do ano anterior, o avanço foi de 1,4%, sustentado pelos resultados positivos em todas as categorias de uso e pela maior parte (16) das vinte e sete atividades investigadas. O ramo de veículos automotores, com expansão de 5,6%, se manteve como o de maior influência positiva na formação do índice geral, impulsionado pelo crescimento na produção de aproximadamente 80% dos produtos pesquisados no setor, com destaque para a maior fabricação de caminhões, veículos para transporte de mercadorias e caminhão-trator para reboques. 

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de outros equipamentos de transporte (11,3%), farmacêutica (6,1%), edição e impressão (5,7%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (17,5%), minerais não metálicos (4,6%), máquinas e equipamentos (2,2%), indústrias extrativas (2,7%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (5,5%). 

Em termos de produtos, os destaques nesses ramos foram: aviões e motocicletas; medicamentos; livros e revistas; relógios de pulso; ladrilhos e placas de cerâmica, cimentos “portland” e massa de concreto; aparelhos carregadoras-transportadoras e motoniveladores; minérios de ferro; e telefones celulares. Por outro lado, entre os dez ramos com queda na produção sobressaíram os recuos vindos de têxtil (-14,4%), outros produtos químicos (-2,7%), bebidas (-4,1%) e alimentos (-1,1%), pressionados respectivamente pela menor fabricação dos itens roupas de banho de algodão e tecidos e fios de algodão; herbicidas para uso na agricultura; preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas; e açúcar cristal e sucos concentrados de laranja.

Entre as categorias de uso, os resultados para o acumulado nos sete primeiros meses de 2011 ficaram positivos frente a igual período do ano anterior, com o segmento de bens de capital (5,5%) apontando a taxa mais elevada, impulsionado em grande parte pelos avanços nos subsetores de bens de capital para transporte, para construção e para fins industriais. O setor produtor de bens de consumo duráveis (1,9%) também assinalou crescimento acima da média nacional (1,4%), enquanto os segmentos de bens intermediários (0,6%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) registraram expansões mais moderadas e ficaram abaixo do total da indústria.