O bom humor dos investidores dominou o Índice Bovespa nesta quarta-feira. A cena externa positiva com indicadores econômicos bons ajudou a ditar o rumo dos negócios. Em meio ao ambiente, o Ibovespa fechou em alta de 2%, aos 56,495 pontos. A sessão contou com giro financeiro da bolsa de R$ 7,196 bilhões.
“O mercado está vivendo na expectativa de novos estímulos econômicos pelo governo dos Estados Unidos e hoje o Ibovespa acompanhou Wall Street, dando continuidade ao rali de alta observado nos últimos dias”, disse Luiz Gustavo Pereira, da equipe de análise da Um Investimentos, acrescentando que os dados dos EUA ajudaram a impulsionar os negócios.
Por lá, os pedidos de empréstimos hipotecários caíram 9,6% na semana passada, contra o período anterior. Neste sentido, a atividade industrial na região de Chicago desacelerou para 56,5 pontos em agosto deste ano, ante taxa de 58,8 pontos obtida em julho. Apesar da baixa, o resultado veio melhor do que o previsto pelo mercado.
E os novos pedidos às indústrias norte-americanas subiram 2,4% em julho deste ano, ficando acima das expectativas. Na contramão, o setor privado do país criou 91 mil postos de trabalho em agosto, na variação anual. Analistas previam a abertura de 103 mil vagas.
Internamente, ações dos setores de consumo e construção civil seguiram no destaque de alta, refletindo, segundo Pereira, o possível término do aperto monetário. No final das negociações, os papéis da Brookfield (ON) ganharam 6,05% enquanto os da Lojas Americanas (PN) expandiram 4,56%.
Vale lembrar que hoje é o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no qual será conhecido o rumo da taxa Selic, atualmente fixada em 12,50% ao ano. “Possivelmente o Banco Central manterá o juro no atual patamar, tem alguns que acreditam em redução, mas não vejo isso”, comentou Pereira.
E dentre as blue chips, as ações preferenciais da Vale avançaram 1,07%, enquanto as preferenciais da Petrobras tiveram incremento de 0,73%.