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Setor de serviços gerou receita de R$ 745,4 bilhões em 2009, segundo IBGE

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Em 2009, as 918,2 mil empresas de serviços não financeiros no país geraram uma receita operacional líquida (diferença entre a receita bruta e o pagamento de impostos, abatimentos, descontos e vendas canceladas) de R$ 745,4 bilhões e um valor adicionado (o valor bruto da produção menos o consumo intermediário) de R$ 418,1 bilhões. Elas ocupavam 9,7 milhões de pessoas e pagaram R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As informações são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2009.

As empresas desse setor com 20 ou mais pessoas ocupadas (chamadas de estrato certo, pois todas são objetos da pesquisa) somavam 50,6 mil, 5,5% do total, representaram 78,7% da receita operacional líquida (R$ 586,3 bilhões), 75,2% do valor adicionado, 77,4% dos salários, retiradas e outras remunerações e 65,8% do pessoal ocupado.

Entre as grandes regiões, as empresas de serviços da Região Sudeste se destacaram em todas as variáveis pesquisadas pela PAS em 2009. Elas foram responsáveis por 66,4% da receita bruta de prestação de serviços; 60,7% do total de pessoal ocupado; 67,2% da massa de salários e outras remunerações pagas e por 60,2% do número de empresas.


Serviços administrativos concentraram 40,2% do pessoal ocupado e 34,3% da massa salarial 

Apesar dos “serviços prestados principalmente às famílias” terem o maior número de empresas dentro do âmbito da PAS (288.286 empresas, ou 31,4% do total), os “serviços profissionais, administrativos e complementares” responderam pela maior parcela do pessoal ocupado (3,89 milhões de pessoas, ou 40,2% do total), da massa salarial (R$ 49,3 bilhões, ou 34,3%) e do valor adicionado no setor de serviços (R$ 133,5 bilhões de valor adicionado, ou 31,9% do total).

Os “serviços de informação e comunicação”, que registraram a maior receita operacional líquida (R$ 214,4 bilhões), os “serviços dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” (R$ 208,4 bilhões) e os “serviços profissionais, administrativos e complementares” (R$ 188,3 bilhões) foram responsáveis por, respectivamente, 28,8%, 28,0% e 25,3% da receita operacional líquida total. Esses três segmentos, em conjunto, representaram 82,1% do total da receita operacional líquida gerada pelo setor de serviços não financeiros, em 2009.

Alimentação gerou R$ 45,5 bilhões de receita operacional líquida 

No segmento dos “serviços prestados principalmente às famílias”, os “serviços de alimentação” (187.041 empresas, ou 64,9% do total do segmento) foram responsáveis pela maior parte da receita operacional líquida (R$ 45,5 bilhões, ou 65,0%), ocupação de pessoal (1,27 milhões de pessoas, ou 62,1%) e massa de salários, retiradas e outras remunerações (R$ 10,6 bilhões, ou 59,7%). Já os “serviços de alojamento” apresentaram a maior média de ocupação do segmento (12 pessoas por empresa, contra 7 da média do grupo) e o maior salário médio (1,7 salário mínimo, contra 1,4 salário mínimo da média do grupo). 

As “atividades culturais, recreativas e esportivas” se destacaram na produtividade de seu pessoal ocupado (R$ 24,8 mil por pessoa), seguidas pelos “serviços de alojamento” (R$22,8 mil). A média de produtividade do segmento foi de R$ 18,6 mil por pessoa. As “atividades de ensino continuado” registraram a menor produtividade do grupo (R$ 15,7mil por pessoa).


Telecomunicações se destacaram entre os serviços de informação e comunicação 

No segmento dos “serviços de informação e comunicação”, a atividade de “tecnologia da informação” destacou-se no tocante ao número de empresas (67,3%), de pessoas ocupadas (49,6%) e ao total de salários, retiradas e outras remunerações pagos (50,1%). Já a atividade de “telecomunicações”, caracterizada por empresas de grande porte e intensivas em capital, foi responsável pela maior parcela da receita operacional líquida deste segmento (59,7%), maior média de pessoal ocupado por empresa (43, enquanto a média do grupo é de 10 pessoas por empresa); o maior salário médio mensal (6,9 salários mínimos, contra uma média de 5,8 salários mínimos do segmento); e a maior produtividade (R$ 396,6 mil).

Seleção e agenciamento de mão de obra empregaram quase dez vezes a média do segmento

No grupo dos “serviços profissionais, administrativos e complementares”, a média de pessoal ocupado foi de 14 pessoas por empresa, com destaque para os serviços de “seleção, agenciamento e locação de mão de obra”, que apresentaram média de 137 pessoas ocupadas, os “serviços de investigação, vigilância, segurança e transporte de valores”, com 136 pessoas e os “serviços para edifícios e atividades paisagísticas”, com 79 pessoas. 

Já a atividade de “serviços técnico-profissionais” teve a maior participação entre as empresas do segmento (53,1%), além de ter se destacado na receita operacional líquida (43,5%), na massa de salários, retiradas e outras remunerações (31,3%), no salário médio mensal (3,3 salários mínimos, contra uma média de 2,1 salários mínimos do segmento) na produtividade média (R$ 69,2 mil, mais que o dobro da média do grupo, que foi de R$ 34,3 mil). A atividade foi a segunda em participação no total de pessoas ocupadas do segmento, com 19,8%, logo atrás dos “Serviços para edifícios e atividades paisagísticas”, que ficaram com 20,9%.