O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI)
registrou deflação de 0,05% em julho deste ano, ante taxa de -0,13% no mês
anterior, segundo informações divulgadas hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em 12 meses, o IGP-DI variou 8,34%. A taxa acumulada no ano é de 2,89%. O índice de julho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do
mês de referência.
Dentre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,13%. No mês anterior, a taxa foi de -0,19%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,25%. No mês anterior, a taxa foi de -0,21%. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -1,26% para 1,18%.
O índice de Bens Finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,50%, ante -0,25% no mês anterior.O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de -0,33%. No mês anterior, o grupo assinalou taxa de 0,01%. O destaque de desaceleração ficou por conta do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,22% para -0,84%.
O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de -0,35%. No mês anterior, a variação foi de 0,04%. No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação avançou de -0,44%, em junho, para -0,33%, em julho. Os destaques no sentido ascendente foram: aves (-4,93% para 4,76%), bovinos (-2,17% para 0,91%) e suínos (-12,57% para 6,26%). Em sentido descendente, vale mencionar: minério de ferro (3,53% para -1,51%), milho (em grão) (1,81% para -1,28%) e algodão (em caroço) (2,00% para -5,19%).
Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de -0,04%, acima da apurada no mês anterior, de -0,18%. No período, 2 das 7 classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Transportes (-1,09% para 0,33%) e Alimentação (-1,03% para -0,67%). Nestes grupos, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: gasolina (-3,42% para 0,38%) e frutas (-7,02% para -1,99%), respectivamente.Em contrapartida, decresceram: Educação, Leitura e Recreação (0,54% para -0,23%), Vestuário (0,76% para 0,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,31%), Habitação (0,38% para 0,26%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,06%). Nestes grupos, os principais responsáveis foram os itens: passagem aérea (14,36% para -13,09%), roupas (0,97% para 0,36%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,90% para -0,17%), aluguel residencial (0,86% para 0,56%) e cerveja (0,81% para -0,25%), respectivamente.O núcleo do IPC registrou variação de 0,29%, em julho. Em junho, a taxa foi de 0,40%.
Dos 87 itens componentes do IPC, 36 foram excluídos para o cálculo do núcleo. Destes 36, 15 apresentaram taxas abaixo de -0,17%, linha de corte inferior, e 21 registraram variações acima de 0,69%, linha de corte superior. Em julho, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 56,58%, ante 56,36%, no mês anterior.
Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em julho, taxa de variação de 0,45%, acima do resultado do mês anterior, de 0,37%. Na medição, 2 dos 3 grupos componentes do índice apresentaram aceleração: a taxa do grupo Serviços passou de 0,28% para 0,34%, enquanto a do grupo Mão de Obra avançou de 0,36% para 0,59%. Em sentido inverso, o grupo Materiais e Equipamentos apresentou desaceleração, tendo a taxa recuado de 0,41% para 0,29%.