Jornal do Brasil

Segunda-feira, 18 de Junho de 2018 Fundado em 1891

Cultura

'Memória do amor', destaca crítica sobre 'Talvez uma história de amor'

Jornal do Brasil ANA RODRIGUES*, especial para o JB

Em 2004, o inesquecível “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, de Michel Gondry, apresentava uma gerigonça que possibilitava o esquecimento de quem te fez sofrer. A memória do amor volta a ser explorada em “Talvez uma história de amor”, de Rodrigo Bernardo. Virgílio (Mateus Solano) recebe uma mensagem na secretária eletrônica. Na gravação, Clara diz que está terminando o relacionamento. Mas Virgílio não se lembra dela.

Cheio de manias e com um estilo vintage, cultivando discos de vinil, Virgílio procura sua terapeuta para tentar descobrir porque não consegue se lembrar de Clara, talvez, o amor da vida dele. O rapaz começa a juntar pedaços da memória em conversas com amigos do casal. Alguns encontros pouco acrescentam e há uma quebra no ritmo.

Mateus Solano se destaca no longa-metragem sobre um relacionamento esquecido

De São Paulo, o filme vai para Nova York. O ponto principal é o alto do edifício Empire State com referências a “Tarde demais para esquecer” e “Sintonia do amor”. A participação especial de Cynthia Nixon se reforça pelos romances que estrelou na cidade com a série “Sex and the City”. Mas é Mateus Solano, brilhante como o metódico Virgílio, que faz o filme ficar na memória. 

*Membro da ACCRJ

____________

TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR: ** (Regular)

Cotaçõeso Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

____________



Tags: cinema, crítica, filme, mateus solano, nacional

Compartilhe: