Ser artista independente no Rio de Janeiro nunca foi algo muito fácil. Depois de tanto sofrer com equipamentos ruins, dificuldade de divulgação de eventos e outras agruras, algumas bandas resolveram se unir para melhorar suas condições. Surgia assim o Rock S/A, organização que hoje reúne 35 grupos das mais diversas vertentes do gênero musical e que tem como quartel-general o Centro de Referência da Música Carioca, um belo palacete tombado na Tijuca onde os integrantes se encontram toda semana e fazem shows regularmente.
"No Rock S/A, temos uma mistura de vertentes, o que faz as pessoas se abrirem para escutar o estilo. E, quando você tem um show mais organizado, com som bom, banheiros limpos e conforto para o público, você muda a mentalidade das pessoas", acredita o produtor Marcelo Rain, idealizador da organização. "Nossa ideia é fazer eventos para toda a família, desmitificando todo o lance pesado que os rockstars passaram anos vendendo", explica.
A turma tem como uma de suas bandeiras as ações beneficentes. "Sempre doamos para o orfanato Nossa Casa e estamos desenvolvendo um projeto no qual incluímos o rock como elemento transformador para crianças", comenta Rain. "O rock como ação social é o lema do nosso segundo ano de atuação. Queremos mudar o estereótipo do estilo, ligá-lo ao terceiro setor. O lance é mostrar que roupa preta e solidariedade tem tudo a ver", brinca Marcelo.