Ao falar de eventos, no atual cenário nacional, pode-se dizer que o restante do mundo descobriu o país. Cada vez mais espetáculos, turnês e grandes produções chegam o Brasil e há cada mais investimentos na área. Copa do Mundo e das Confederações, Jornada Mundial da Juventude, shows de popstars e festivais musicais, são diversas as novidades neste ano.
As terras tupiniquins tornaram-se paradas quase obrigatórias também para feiras, exposições e no campo corporativo. Neste último setor, já foram promovidos cerca de 56 congressos a mais do que em 2013, em um total de 370.
Esse número alça o Brasil à 7ª posição do ranking da ICCA 2012 (International Congress and Convention Association), instituição que possui o maior banco de dados sobre eventos internacionais do mundo. E muito desse progresso deve-se à Cidade Maravilhosa, que está em 2º lugar nas Américas e o 25º no mundo, encontra-se na frente de cidades referências como Nova York e São Paulo, em relação a esses serviços.
UPPs podem ter sido um dos motivo de crescimento carioca no ramo
Mas nem sempre foi assim. “Houve um tempo em que o Rio era evitado por muitos, devido a sua pesada imagem de violência”, comenta Fátima Cristina Dias, produtora de eventos e sócia da SSI Eventos, empresa credenciada para sonorização e iluminação no Riocentro, um dos maiores centro de convenções da América Latina.
Segundo ela, o novo quadro pode estar associado à pacificação das comunidades cariocas, com as UPPs, e ao aumento no policiamento da cidade. “A mudança de visão quanto à imagem do Rio de Janeiro se deve a um extenso conjunto de fatores, e talvez um dos mais importantes esteja na ocupação policial das comunidades. Isso traz uma imagem mais segura para cidade, e aliado a sua beleza natural, atrai mais os promotores de eventos”, ela analisa.
O Rio de Janeiro está atrás apenas de Buenos Aires no ranking da ICCA. Fátima explica que os profissionais ainda têm muito a melhorar, mas o caminho é promissor e próspero. “Nós, profissionais do ramo de eventos teremos muito com o que nos ocupar nos próximos anos. Não sei como ficaremos depois das Olimpíadas, em 2016, mas agora é colher os frutos da “época de ouro” dos eventos”, conclui a produtora, que guarda grandes expectativas para os próximos anos.
* do Projeto de Estágio do JB