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Economia criativa deve estimular indústria audiovisual, afirma ministra

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Os debates da tarde do terceiro dia do XXIV Fórum Nacional teve como mote central a indústria da cultura e do entretenimento. O painel, entitulado "'Indústrias Criativas' – Como Transformá-las em Grandes Oportunidades ", contou com a participação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, da ministra da Cultura, Anna de Hollanda, os cineasta Luiz Carlos Barreto e Nelson Pereira dos Santos e o especialista em carnaval Luiz Carlos Prestes Filho. O principal tema das discussões foi o novo Plano Diretor do Cinema Brasileiro, apresentado na manhã desta quarta-feira pela Ancine.

Em sua explanação, a ministra Anna de Hollanda ressaltou o papel do Ministério da Cultura como o órgão que deve conciliar o desenvolvimento econômico e a produção artística brasileira. Ela afirmou ter assumido "o desafio de elaborar políticas públicas que associem cultura e desenvolvimento".

No novo plano é baseado no  Fundo Setorial do Audiovisual, que investirá um total de R$ 205 milhões em quatro linhas de ação, para projetos de produção e distribuição de longas-metragens e produção de séries de televisão. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil, Anna de Hollanda comemorou o lançamento da nova estratégia:

"Esse novo plano vem ao encontro do maior espaço propiciado pela Lei 12.485, que reserva 3h30 semanais nas televisões para conteúdo independente nacional. Vamos avançar na distribuição, na produção e na divulgação do audiovisual no Brasil. Com esses recursos, esperamos que finalmente tenhamos uma indústria audiovisual brasileira, para que toda essa cadeia produtiva não dependa mais de recursos esporádicos", explicou.

Setores que atuam no meio audiovisual, no entanto, questionaram as diretrizes do plano. Segundo eles, o governo passaria a privilegiar as grandes produtores, capazes de realizar muitos filmes de uma só vez, em detrimento de pequenas empresas, sem a mesma capacidade de realização.

"Sucesso não pode ser medido apenas por bilheteria", afirmou a diretora Tetê Moraes durante as discussões. "A alma da produção cinematográfica brasileira históricamente é o realizador-produtor. Sem criadores não haveria cinema. Se nessa proposta de financiamento forem privilegiadas carteiras de filmes não se vai eliminar a figura do realizador-produtor, que se organizam em pequenas empresa?", questionou.

Além do cinema, o carnaval também foi abordado como meio de geração de recursos econômicos através da cultura. Em sua explanação, Luiz Carlos Prestes Filho destacou a importância do evento para a cidade do Rio de Janeiro e a necessidade de se incentivar a especialização da mão de obra que trabalha nos preparativos da festa.