Jornal do Brasil

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Cultura

Morre aos 74 anos o cantor Pery Ribeiro

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Morreu nesta sexta-feira, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, aos 74 anos, o cantor e compositor Pery Ribeiro. Ele sofreu um enfarte fulminante.

A mulher de Pery, a empresária Ana Duarte, informou que o cantor estava internado há 30 dias para tratamento de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana. O velório será na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia.

Peri Oliveira Martins nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de outubro de 1937.

Era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Tinha seis irmãos (quatro por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe). Foi um grande admirador da obra artística de seus pais, e através deles conseguiu se decidir e apreciar a música, seguindo a carreira de cantor.

Pery Ribeiro estava internado há 30 dias para tratamento de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana
Pery Ribeiro estava internado há 30 dias para tratamento de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana

Despontou como cantor ainda na infância, e logo se tornou sucesso. Na chegada a adolescência passou a fazer shows profissionais.

Mais tarde no anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar. O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Em 1961 foi o intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria.

Pery gravou a primeira versão comercial da canção Garota de Ipanema, sucesso em todo o mundo, além de 12 discos dedicados à Bossa Nova. A partir da década de 1970, desenvolveu trabalhos mais jazzísticos, ao lado de Leny Andrade, viajando pelo México e Estados Unidos, onde atuou também ao lado do conjunto de Sérgio Mendes.

Entre os 50 troféus e 12 prêmios que ganhou, estão o Troféu Roquette Pinto, o troféu Chico Viola e o Troféu Imprensa. Foi apresentador de programas de televisão e participou de alguns filmes no cinema nacional.

Tags: internação, morte, mulher, Niterói, pery

Comentários

1 comentário
  • Aldo Moraes, Londrina PR
    Aldo Moraes, Londrina PR

    O tempo mágico de Pery Ribeiro

    No final dos anos 90, Emílio Santiago fez um maravilhoso disco-tributo com canções imortalizadas pela voz aveludada e o charmoso piano de Dick Farney. Mas este disco poderia ser um tributo ao cantor Pery Ribeiro, que nos deixou nesta manhã.

    Bem que foi mesmo uma manhã triste...

    Manhã sem charme e silenciosa em que a voz do Brasil, partiu...

    O disco feito por Emílio poderia ser tributo a Pery, porque ali está toda a essência deste grande cantor, filho de duas estrelas de primeira grandeza da MPB: Dalva de Oliveira e Herivelto Martins: a voz bossa nova, o suingue, a elegância, a dicção perfeita e os arranjos com cordas e sopros que aparecem sem encobrir violões e a discreta percussão.

    Pery pertence à geração dos grandes cantores em que a voz era o principal nos shows e espetáculos, o tempo em que os grandes intérpretes conviviam e se alimentavam na fonte de grandes produtores, compositores, escritores, homens de idéias. Voz mágica, tempo mágico e singular de nossa história musical.

    Pery foi embaixador do melhor da nossa cultura no exterior, esta mistura e diversidade únicas que elevaram nossa canção ao nível de grandes temas instrumentais e que sempre despertaram a atenção de norte-americanos e europeus. O primeiro intérprete de Garota de Ipanema cantava. E cantava muito, celebrando as melodias e letras como quem salva a alma naquele instante único do ser.

    Que o Brasil ainda o reconheça como parte de seu cotidiano que nos afaga e nos torna melhores.

    Aldo Moraes/Músico
    Londrina PR
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