Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Cultura

PM de Aracaju afirma que Rita Lee "vilipendiou" a corporação

Portal TerraVagner Magalhães

O comandante do policiamento militar de Aracaju, coronel Enílson Aragão, coordenou os trabalhos dos 110 homens da Polícia Militar que atuaram no show que terminou com a cantora paulista Rita Lee intimada a comparecer a uma delegacia policial para prestar declarações sobre insultos à corporação e apologia ao uso de entorpecentes. 

Durante a apresentação, ela se referiu aos policiais como "cavalos", "filhos da p***" e "cachorros", entre outros impropérios. O coronel afirma que a sua tropa foi "denegrida, vilipendiada e maculada" e garante que a PM agiu dentro dos procedimentos legais. "Não houve excesso". Ele diz esperar que a cantora responda na Justiça pelo que fez e que é possível que alguns dos comandados entrem com ações cíveis contra ela por conta do ocorrido.

Rita Lee no palco em Sergipe
Rita Lee no palco em Sergipe

"A polícia estava lá fazendo o seu trabalho, com patrulhas itinerantes, atentos àqueles que estavam em atitudes suspeitas e garantindo a segurança de cerca de 20 mil pessoas, assim como fizemos no sábado, quando se apresentaram a cantora Margareth Menezes e Os Paralamas do Sucesso. De repente, ela (Rita Lee) parou o show e disse que a polícia não deveria estar ali, mas sim prendendo políticos corruptos. Depois disso, ela se alterou e começou a dirigir diversos impropérios para os policiais", disse.

Aragão conta que ela tentou colocar o público contra os policiais e que isso poderia ter causado um tumulto de conseqüências incalculáveis. "Quando as ofensas começaram a ficar maiores, houve uma ordem do comando para que fosse efetuada a sua prisão. Porém, eu determinei aos meus comandados que essa seria uma medida arriscada, por conta do público que ali estava. Assim, foi registrada uma ocorrência e quando terminou a apresentação ela foi intimada a dar explicações sobre as suas declarações", disse.

De acordo com o coronel, Rita Lee foi levada pela delegacia em veículo próprio, "dirigido por um policial que conhecia o caminho" e que, acompanhada de advogado, a cantora deu as suas explicações. Foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência e depois disso ela será intimada pela justiça sergipana.

"Quem deu o espetáculo foi ela e não a Polícia Militar. Durante toda a noite, foram registradas apenas quatro ocorrências, cinco com a dela. Três por porte e uso de entorpecentes e uma outra por vias de fato", afirmou o coronel.

Quando a polícia fazia uma abordagem perto do palco, a cantora não deixou por menos. "Vai, fica ali, assiste o show. O público me desculpe, mas eu tenho paranoia. Vocês quatro aí de capacete... Vocês querem vir aqui no palco?", disse a cantora. A partir daí, começaram os palavrões. A cantora e sua assessoria foram procuradas para dar a sua versão sobre o ocorrido, mas não foram encontrados até a publicação desta reportagem.

Tags: Aracaju, despedida, drogas, Heloísa Helena, heloisa tolipan, maconha, música, polêmica, prisão, rita lee, show

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Comentários

2 comentários
  • edmarfera, São Paulo

    Esta múmia não tem o direito de tratar assim os caras que são o escudo da sociedade, caras que enfrentam os traficantes municiados por dinheiro dos maconheiros, como ela. Esses homens ganham uma merreca pra enfrentar bandidos e manter a ordem e essa velha bruxa os trata deste jeito! É lógico que tem muito policial canalha, mas a maioria só faz o seu trabalho. Enquanto esse coisa que se diz ser humano faz apologia as drogas para os nossos jovens.

  • Ubirajara dos Santos, Cachoeira do Suil

    Drogas não,Rita Lee não...Pai e Mãe que ama verdadeiramente seus filhos não apoia a apologia as drogas...Condena esse tipo de atitude...Não compactua com esse tipo de gente que vive uma vida sem sentido,dependendo de drogas para ter coragem...Não,não,não as drogas,não a Rita Lee.

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