A Igreja do Rosário, local escolhido como ponto central dos eventos do Contemporânea Art Paraty, reúne eventos especiais neste domingo. Os palestrantes Denise Mattar, Xico Chaves e Guilherme Bueno falarão sobre diversos temas, como parte integrante do evento.
Às 11h, Denise Mattar falará sobre Arte e Moda – o preço da sedução. A palestra mostra a transformação do ideal da beleza feminina, da segunda metade do séc. 19 até os dias atuais, e sua relação com a arte, a moda, a publicidade e o cinema. O mediador será Gustavo Miranda, sociólogo, jornalista, editor da revista Caras.
Às 15h, Xico Chaves falará sobre Arte moderna e arte contemporânea. A palestra terá cinco tópicos: 1- Artes Visuais Contemporâneas: ausência de fronteiras, expansão e autonomia das linguagens artísticas; 2- O legado modernista e a arte contemporânea do século 21; 3- O papel da instituição no fomento às artes visuais contemporâneas; 4- O papel do pensamento e reflexão nos processos criativos da arte contemporânea; 5- Espaço Expositivo Expandido – EEE. O mediador será Marco Aurelio Jafet, colaborador da revista Arte Brasileiros e Mestre em Mercado de Arte pela Columbia University, NY
Às 16h será a vez de Guilherme Bueno, com o tema Minha experiência no MAC. A mediadora será Silvia Zuccherelli, captadora de recursos de projetos culturais, mestre em Marketing e Eventos.
Saiba mais sobre os palestrantes:
Denise Mattar - Nasceu em São Paulo, cursou filosofia e psicologia na USP e estudou na Escola de Arte Brasil. Foi coordenadora do Museu da Casa Brasileira, SP (1985-1987), diretora do MAM-SP (1987-1989) e coordenadora do MAM-RJ (1990-1997). Como curadora independente realizou a trilogia Di Cavalcanti 100 anos (1997/8); Flávio de Carvalho (1999, prêmio APCA); e Ismael Nery (prêmio APCA e ABCA). Entre mais de 30 exposições a partir de 1998, destacam-se: Der Brasilianische Blick – um olhar Brasileiro (1998, Alemanha); Pancetti – O Marinheiro Só (2000/2001, Salvador, RJ, SP, e Embaixada do Brasil em Roma, Itália); Samson Flexor (2003, RJ e SP, prêmio APCA); Emmanuel Nassar – A poesia da gambiarra (2003/2004, RJ, Brasília e SP); O Preço da Sedução (2004, SP); Di Cavalcanti – um perfeito carioca (2007, RJ); Nippon – 100 ano de integração Brasil-Japão (2008 RJ e Brasília); Madeleine Colaço – a tapeceira dos trópicos (2009, Salvador e RJ); Brasília Síntese das artes (2010 CCBB-Brasília), Memória Reveladas e Tékhne (2010-FAAP), Prêmio ABCA de melhor exposição. Raymundo Colares (2011 – Caixa Cultural-RJ) e Pierre Cardin (2011-Iguatemi).
Xico Chaves - Francisco de Assis Chaves Bastos , é formado em Artes e Ciência da Comunicação pela Universidade de Brasília e Centro Universitário de Brasília, Notório Saber em Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB), artista visual, poeta e mediador cultural, radicado no Rio de Janeiro. Participou de diversos movimentos poéticos e artísticos contemporâneos, e exposições no Brasil e exterior. Possui letras de música gravadas por diversos parceiros e intérpretes, dentre eles Geraldo Azevedo, Jards Macalé, Boca Livre, Zé Renato, Nara Leão, Cláudio Nucci, Marlui Miranda, Caetano Veloso, Vinícius Cantuária, Antonio Adolfo. Tem se dedicado às linguagens multimídia em arte contemporânea e utilização de pigmentos minerais em artes visuais. Realiza trabalhos de criação artística em TV, vídeo, fotografia e poesia visual. Na administração pública coordenou e dirigiu projetos culturais nacionais e internacionais; foi diretor da Divisão de Audiovisual do Governo do Rio de Janeiro; assessor especial e curador do Museu Nacional de Belas Artes; coordenador de eventos, professor e diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage; e diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte, onde implantou projetos expositivos de repercussão no país e no exterior, e criou a Rede Nacional Artes Visuais, o Programa Conexões Artes Visuais e o programa de edições contemporâneas, em vídeo, livros, DVDs e CDROM. Foi coordenador da Assessoria Especial da Presidência da Funarte, onde dirigiu o programa Microprojetos Mais Cultura Funarte/Minc/SAI, dirigido à região do Semiárido e Amazônia Legal. Atualmente é Diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte e Conselheiro da Bienal do Mercosul. E está expondo Órbita Poética no Oi Futuro/ Flamengo/ Rio e uma intervenção artística urbana fichabiúnabrasília68, no DF, no Aberto Brasília.
Guilherme Bueno - Historiador e crítico de arte, leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Doutor em artes visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi professor colaborador da Escola de Belas Artes da instituição (EBA/UFRJ) e membro da equipe editorial da revista Arte & Ensaios. Dirigiu a Divisão de Teoria e Pesquisa do Museu de Arte Contemporânea de Niterói e integrou diversas comissões de júri da Funarte e de outras instituições no Brasil. Com artigos e ensaios sobre arte moderna e contemporânea brasileira e internacional publicados em variadas revistas, livros e catálogos, é autor do catálogo Mapa do agora: a recente arte brasileira na coleção João Sattamini (Instituto Tomie Ohtake, 2002) e co-autor, com Franz Manata, do CD-Rom Cronologia da arte brasileira, século 20 (Funarte, 2005). É diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói.