A obra
mais controversa da gestão Dilma Rousseff, herdada do governo Lula, acaba de
ganhar um poderoso instrumento de oposição. Exibido na noite desta quarta-feira,
dia 13, na competição do 4º Festival de Paulínia, À margem do Xingu – Vozes não consideradas se propõe justamente a isso: servir de veículo
para a versão daqueles que ficaram de fora do debate sobre a construção da
hidrelétrica de Belo Monte, na Floresta Amazônica paraense, em um trecho do rio
Xingu.
Dirigido
pelo espanhol Damià Puig, o filme percorre cidades ribeirinhas que serão direta
ou indiretamente afetadas pelo represamento do rio, e colhe depoimentos de moradores,
agricultores e indígenas que habitam ou
trabalham na região. Também ouve especialistas da áreas ambientais, técnicos e
sociais sobre o projeto polêmico, que ganhou licença do Ibama mês passado
depois de diversos confrontos do governo com o órgão, que resultou na troca de
sua diretoria.
Juma Xipaia no palco do Theatro Municipal de Paulínia: protesto contra a hidroelétrica
“Antes
de Belo Monte, a nossa região vivia abandonada, esquecida pelo estado e pelos
políticos. Só lembraram da gente quando precisaram de energia para alimentar a
indústria que exporta os minérios da região para o exterior”, protestou Juma
Xipaia, jovem índia da tribo xipaia e presidente da Associação dos Indígenas
Moradores de Altamira-PA (Aima), durante a coletiva do longa-metragem produzido
pelo brasileiro Rafael Salazar.
Personagem
do documentário de Puig, Juma já havia conquistado a plateia que lotou o
Theatro Municipal de Paulínia para a primeira projeção de À margem do Xingu, na noite anterior. “Não tenho qualquer pretensão
de fazer carreira pública. A política brasileira é corrupta e muito suja. Nosso
trabalho (de resistência) é o que me fortalece. Estou feliz por poder estar
aqui representando a minha aldeia, lá de Tucamã”, contou Juma.
Concluído
em janeiro de 2010, no momento em que a licença prévia que permitiria o leilão
da usina de Belo Monte tramitava no Congresso, o documentário amplia o debate
sobre o represamento dos rios amazônicos para a construção de hidroelétricas e
o impacto delas no meio ambiente. À
margem do Xingu também será exibido em comunidades da região amazônica,
cineclubes, universidade, escolas e eventos relacionados a problemática ambiental.
Aprovo completamente a postura da índia Juma Xipaia, pois não se pode submeter-se e aceitar passivamente a todas idiotices e gastos estratosféricos do governo, pois em obras como esta a da hidrelétrica de Belo Monte, desvio de verba é o que não falta, além disso, os futuros impactos ambientais que o país pode ter.
Leo, Rio de Janeiro
Só uma informação aos desavisados: Belo Monte não irá alagar 1 metro quadrado sequer em terras indígenas. "Zona de perambulação" não faz parte da terra indígena. 99,99% das pessoas que emitem opiniões sobre o assunto sequer se dão o trabalho de ler o EIA, que foi disponibilizado no site do IBAMA. Preferem digerir um documentário "super idôneo" como esse. Esse é o povo brasileiro. Leitura = zero. Só gosta de absorver informações pela televisão.
ramon, FORTALEZA
porque tem gente que sai defender o governo,nessa postura fascista.e nesse mau gasto de dinheiro publico..não entendo.SO SEI UMA COISA.VÃO SE ARREPENDER DE TER DEFENDIDO ESSES SAFADOS.O BRASIL TA ERRANDO SEU CAMINHO.FEIO,EM TODOS OS SENTIDOS.ALUCINADO NUM FALSO NACIONALISMO
Amazônida, Altamira
@Leo,
Eu não somente li os documentos disponibilizados, como outros, elaborados pelo painel de especialistas. Chego à seguinte conclusão: somente quem conhece a região, quem viaja nas estradas poeirentas da região, quem navega no Xingu, quem conhece a gente maravilhosa que aqui vive, ouve suas histórias, pode verdadeiramente opinar com conhecimento do assunto. A visão de muitos que defendem Belo Monte é a mesma dos europeus que aqui chegaram quando do descobrimento do Brasil.
Zurc Teixeira, Altamira
Os brasileiros já sentem dificuldade em entender Belo Monte, imagine este espanhol. Diferente do que foi publicado aqui, o site Terra diz a realidade do que aconteceu quando este filme começou a ser apresentando em Paulínia. A sala ficou quase vazia, as pessoas que aguentaram assistir fizeram duras críticas.
Valdir, Altamira
Voces prestaram atenção no que ela disse? "Estou feliz por poder estar aqui representando a minha aldeia, lá de Tucamã”, contou Juma. Isso mesmo, TUCUMÃ. Quem teve a curiosidade de ver no mapa onde fica Tucumã no Pará? A mais de 1000 (mil) quilometros onde vai ser construida Belo Monte. É isso ai. Só é contra Belo Monte quem é de fora e não entende nada mesmo nem da região, nem do Projeto. Ficam querendo aparecer dando opiniões que nem conhecem. Os índios que moram na região, estão contentes e satisfeitos pois serão os mais beneficiados de todos.
Carla, Paulinia
Desmentindo o site da terra, o documentário ganhou premio de voto popular. O publico de paulínia realmente gostou do filme.
marcelo, Altmira-PA
Importante prestar alguns esclarecimentos: - A Aldeia Tucamã do Povo Xypaia está localizada no Rio Iriri, no município de Altamira. Pode ver mais informações sobre o povo no http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xipaya/405 - Os impactados não são só populações que serão alagadas. Segundo os Estudos de Impactos Ambientais 96.000 pessoas devem ser atraídas (alguns especialistas falam em 200.000 pessoas - Os povos indigena já está começando a sofrer os impactos da usina com o aumento das invasões de barcos pesqueiros por exemplo, para atender o aumento da população local; - O diretor é espanhou, porem mais de 40 brasileiros participaram da elaboração do documentário aportando conhecimentos locais.
Joélen Oitaiã, canutama/manaus
Tem gente que deseja o crescimento do país passando por cima de muitas pessoas, quem tar a favor da usina. vai morar lá onde vão ser afetados, quero ver se vão se contentar com os benefícios que o governo diz oferecer pros mesmos...Pensa que é só a questão do alagamento que vai ocorrer..quero ver se vc que é a favor gostaria de ser expulso do local onde viveu toda sua vida..toda sua história perdida... ! ! ! ! A Juma Xipaia mora lá e sabe os riscos que eles vão obter, todos os problemas que vão ter graças a Ao Maior desastre Ambiental ja Ocorrido no Brasil...Então vc que é a favor não pesquise só o que o governo diz sobre a obra, pesquise também os riscos, os problemas mais não no sit do governo lá pode ter a plena certeza que vaai ser um Verdadeiro Jardim Do Edem !
kawatá xohã, santa cruz cabrália
Você tem todo o direito de se opor contra as decisões feitas pelo governo. Admiro que sem conhecimento nós indios não seriamos nada. Ainda bem que para proteger oque é nosso temos que dar o sangue e foi isso que você fez, meus parabens xipaia, proteja seu lar pois é ele que fez oque você é hoje. abraços, kawatá xohã
Marco Antonio Mota, Belém
Realmente a represa, se contruída, não vai alagar áreas indígenas. Na verdade, devido ao desvio para a construção dos canais, ela vai secar 100km do rio Xingu, em uma área onde tem 2 aldeias (Arara e Juruna)além de destruir um pedaço da amazônia que tem mais espécie de peixes do que em todos os rios da europa juntos. Mas pelo discurso dos barragfeiros/empreiteiros/sarneysistas isso não pode ser considerado impacto pois "o que são um punhado de índios e peixes perto do desenvolvimento que belo monte vai trazer?" Acho que este pessoal que fala que não vai ter impacto deve simparar de ver televisão e ir conmhecer o xingu de perto, antes que ele seque uma parte e a outra parte vire um horrendo lago artificial. Xingu Vivo para Sempre! Marquinho Mota
Nell, Gyn
Leo... vc acha que o EIA é idôneo??? Mais do que o documentário??? Abre o olho...
Nell, Gyn
Leo... vc acha que o EIA é idôneo??? Mais do que o documentário??? Abre o olho...
Rógeres Oliveira, salvador
Amazônida, Altamira: pensei a mesma coisa quando li o texto "e a história se repete..."
Nós não devemos brigar entre nós para ver quem dá a melhor opinião, o interessante é que a população esteja interessada no assunto onde vida de pessoas, o meio ambiente e os reais do povo estão em jogo.
Não deve ser assim: "ah, já fizemos o projeto, pega lá X bilhões, expulsa todo mundo de lá e depois todo mundo esquece..."
Não é suspeita a mudança da diretoria do IBAMA??????? Até quando as coisas vão se resolver assim?
Democracia é a vontade do povo e não dos partidos e seguimentos como o caso dos Deputados Agropecuários que inventaram o perdão de crimes cometidos contra o meio ambiente e aliberação de APP's já ocupadas!