Jornal do Brasil

Sociedade Digital

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André Miceli

R$ 100.000,00 em prêmios

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Pelo terceiro ano consecutivo acontecerá, em Boston, a HackBrazil. A competição é vinculada à Brazil Conference e tem a missão de reunir hackers, designers e empreendedores. Na HackBrazil são discutidos projetos que usem tecnologia para resolver os principais problemas do país. Em abril de 2019, os dois primeiros colocados da competição receberão os prêmios de R$ 75 mil e R$ 25 mil, respectivamente. O Juiz Sérgio Moro, o bilionário Jorge Paulo Lemann, o apresentador Luciano Huck e até mesmo a cantora Anitta estiveram nas edições anteriores.

A competição tem três fases. Na primeira, todos os interessados devem inscrever suas ideias. Na sequência, os times selecionados passam a trabalhar com um grupo de mentores para afinar pontos cruciais para a escala e viabilidade de negócios. Na última etapa, as cinco equipes finalistas serão levadas à Massachusetts e apresentarão seus projetos para uma banca de jurados que, então, irá decidir quem levará a premiação final para realizar o projeto.

Desde o ano passado, a iniciativa também conta com o Programa Embaixadores. Em 2017 foram 8.500 inscritos e levou para Boston cinco finalistas, um de cada região do Brasil. Eles tiveram a oportunidade de assistir à conferência pessoalmente, conversar com os convidados e trocar experiências. Ao retornar ao Brasil, eles foram encarregados de disseminar o conhecimento e as experiências do evento. A iniciativa nasceu da ideia de criar uma conexão entre o Brasil e o ecossistema de inovação existente no MIT. O objetivo principal foi criar uma plataforma capaz de transformar a realidade brasileira utilizando diferentes tecnologias e trazer à tona grandes ideias.

As inscrições são gratuitas, podem ser feitas pelo site www.hackbrazil.com e vão até o dia 3 de setembro. Harvard e MIT, dois dos grandes pesos pesados da educação mundial, irão, mais vez, sediar a iniciativa.

Tropa de choque

Dizer que a empresa está passando por um processo de “transformação digital” parece ter virado moda entre os executivos do mercado. Este é um ponto importante em muitas organizações. Os líderes corporativos estão considerando o escopo completo do que é necessário para transformar com sucesso uma organização empresarial? Talvez não.

A questão é que muitas transformações digitais estão falhando porque as pessoas não entendem o motivo pelo qual uma organização precisa mudar, em primeiro lugar, suas questões culturais. As iniciativas de transformação só são bem-sucedidas se houver uma diretiva clara centrada em torno da entrega de experiências excepcionais aos clientes. Novas tecnologias não podem ser o jogo final. O cliente precisa estar no centro do trabalho e todos na empresa precisam estar envolvidos.

A mudança pode ser um desafio nas empresas em que os líderes corporativos desfrutam de certo grau de conforto. De fato, 43% dos 4.500 diretores de Tecnologia da Informação pesquisados para a pesquisa Harvey Nash / KPMG CIO mencionaram a resistência humana como o principal impedimento para uma transformação digital bem-sucedida. Cabe ao CEO reunir as tropas, alinhando todos em torno da estratégia, narrativa e visão.

Rocky

Certa vez, o lutador Rocky Balboa, interpretado por Sylvester Stallone, disse que “não se lembrarão de você, se lembrarão da sua reputação”. Rocky parece ter proferido uma frase que se encaixa nos tempos das redes sociais. Um estudo recente mostrou que cidades adaptadas para o Instagram estão atraindo mais turistas. Isso significa mais dinheiro, que gera mais negócios, mais impostos e, em tese, mais recursos para cuidar da população. Ser instafriendly significa, basicamente, ter lugares com cenários interessantes para tirar boas fotos e publicá-las no Instagram. A reputação das cidades vem sendo definida por luzes, cores e espaços amplos. O fenômeno já foi observado em boates, bares e restaurantes. Para algumas pessoas, não basta uma comida ser gostosa. Tem que parecer gostosa e, claro, render boas fotos.



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