Jornal do Brasil

Sábado, 18 de Novembro de 2017

Ciência e Tecnologia

Estudante brasileira conquista o ouro em Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica

Harumi Koga competiu com estudantes de 11 países

Jornal do Brasil

Aos 17 anos, Miriam Harumi Koga, aluna do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Mater Amabilis, Unidade Parceira do Sistema de Ensino Poliedro em Guarulhos (SP), conquistou o ouro na 9ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que ocorreu em Antofagasta, no Chile, entre os dias 8 e 14 de outubro.

A estudante agregou o seleto grupo de 10 jovens brasileiros participantes e competiu com um total de 50 estudantes, de 11 diferentes países.

“Estou muito contente com essa conquista! No início do ano, quase desisti de participar da OLAA, porque achava que não daria conta de me preparar para a competição, no mesmo momento em que estaria focada no vestibular e em preparação para ingressar em uma faculdade americana”, afirma Miriam. 

A conquista ocorreu após Miriam ser medalhista de ouro na 19ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em 2016, e vencer uma exaustiva seletiva, concorrida por quase 90 mil alunos de escolas públicas e particulares no Brasil.

Durante a competição internacional, os candidatos participaram de provas teóricas individuais e em grupo, além de lançamentos de foguetes e um teste de observação do céu, no qual manipularam telescópios, reconhecendo constelações e identificando objetos de céu profundo, assim como as galáxias.

Miriam já participou de inúmeras olimpíadas científicas regionais, estaduais e nacionais, somando 42 medalhas nas áreas de Exatas e Ciências.  No âmbito internacional, foi classificada três vezes na Olimpíada de Mayo, competição internacional de matemática, por ter conseguido medalhas de prata e bronze e uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática.

Preparação e processo seletivo

O processo começou no ano passado, quando mais de 88 mil estudantes brasileiros do Ensino Médio fizeram a prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em maio de 2016. Do total, mais de três mil alunos com as melhores notas na OBA foram selecionados para realizar três provas online. A partir das médias obtidas, 100 alunos se classificaram para uma seletiva presencial que ocorreu em março deste ano e foi realizada no Rio de Janeiro. Com base nessas provas, 28 estudantes classificaram-se para a última etapa (com mais duas semanas de aulas, exercícios que valiam nota e provas presenciais), que resultou na lista com os 10 selecionados para a OLAA, após mais de um ano de provas e preparação. 

Desde os nove anos de idade, Miriam demonstra uma dedicação ímpar e sempre foi modelo aos demais alunos do Colégio Mater Amabilis. Atualmente, ela mantém uma rotina de até 9 horas de estudos por dia. “Quando era menor, às vezes pegava livros de astronomia que pertenciam ao meu pai para aprender curiosidades. Interessava-me por saber como eram os outros planetas do Sistema Solar ou ver fotos de galáxias. O gosto foi se desenvolver de fato quando comecei a ter aulas avançadas de astronomia, no meu colégio, aos 14 anos”, diz a estudante. 

Além de ser uma excelente aluna, admirada por sua humildade, Miriam é querida pelos professores, alunos e funcionários. “Ela consegue mostrar a toda a comunidade que a mulher pode conquistar seu espaço no meio científico, sendo sempre destaque entre os olímpicos. Será a única mulher a compor esta equipe brasileira. É um tremendo orgulho para nós”, ressalta Margaret Cristina Toba, coordenadora pedagógica geral e responsável pelas olimpíadas científicas do Colégio Mater Amabilis.   

O colégio começou seu trabalho em Olimpíadas há quase dez anos e fornece aulas avançadas aos alunos olímpicos, com os professores mais experientes em olimpíadas, inclusive trazendo professores renomados em treinamentos de olimpíadas científicas e ex-alunos olímpicos do colégio e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “Iniciamos aulas avançadas de preparação para os vestibulares mais difíceis e aulas específicas para olimpíadas de conhecimento devido à demanda dos alunos. Felizmente, a procura só aumentou e atraímos alunos da região que se interessavam por olimpíadas e vestibulares de ponta. Temos grandes destaques em olimpíadas Nacionais e Internacionais”, observa Margaret.

Tags: competição, educação, ensino médio, oba, olla, preparação, processo seletivo

Compartilhe: