Jornal do Brasil

Sábado, 21 de Outubro de 2017

Ciência e Tecnologia

Tecnologia recria rosto de homem que viveu há 2 mil anos, no Paraná

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Mais de 60 anos após a descoberta dos restos mortais de Gufan, indígena que viveu na região central do Paraná há dois mil anos, os cidadãos de Prudentópolis terão a oportunidade de conhecer de perto seu conterrâneo por meio das tecnologias de reconstrução digital e realidade virtual. A arqueóloga do Museu Paranaense, Claudia Parellada, fará palestras sobre o tema durante o VIII Festa Nacional do Feijão Preto, que ocorre de 10 a 13 de agosto na cidade. 

Gufan pertencia a um povo indígena agricultor, ceramista e que possuía uma engenharia refinada de construções subterrâneas e habitava regiões com matas de pinheiro Araucária. Claudia explica que os estudos permitiram esclarecer alguns aspectos de sua vida. “Devido às características do sepultamento conseguimos caracterizar que ele possuía um posto alto na hierarquia social, ou seja, provavelmente seria um líder político ou religioso”.

Exposição recria rosto de indígena que viveu na região central do Paraná há dois mil anos
Exposição recria rosto de indígena que viveu na região central do Paraná há dois mil anos

Imersão 3D

Após aliar pesquisas arqueológicas à tecnologia de reconstrução facial 3D, foi possível reviver o rosto do homem Proto-Jê, encontrado em uma escavação realizada no ano de 1954 em Estirão Comprido, sítio arqueológico situado em Prudentópolis. O projeto é fruto de uma parceria entre o Museu Paranaense, o designer Cícero Moraes e a empresa curitibana Beenoculus, especializada em realidade virtual. Nos dias 11, 12 e 13 de agosto, das 14h às 17h, os visitantes terão a oportunidade de vivenciar a experiência de realidade virtual com o auxílio dos óculos 3D e orientações da arqueóloga Claudia Parellada.

O objetivo da festa é promover e valorizar a agricultura, agroindústria, gastronomia e turismo da região. A maior feijoada do mundo, título dado pelo livro de recordes Guinness Book, é preparada todos os anos na FENAFEP. O prato é feito em uma panela de 12 toneladas, sendo utilizada mais de meia tonelada de feijão preto, mil litros de água e cerca de 800 quilos de ingredientes, como linguiça e costela defumada. Uma particularidade do preparo é a movimentação dos ingredientes dentro da panela, realizada com uma pá adaptada a uma escavadeira hidráulica. 

Tags: arqueologia, ciência, curitiba, exposição, história, humanidade, pesquisa, rosto, tecnologia

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