Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

Ciência e Tecnologia

Consumo de medicamentos cresce 343% em 17 anos de genéricos

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Os medicamentos genéricos chegam aos 17 anos nesta sexta-feira, 20 de maio, promovendo uma revolução no mercado brasileiro de medicamentos. Estudo inédito da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, demonstram que o volume de vendas de medicamentos no país foi ampliado em 343% neste período.

O mercado passou de 1.012 bilhão unidades comercializadas no acumulado dos doze meses em 1999 para 3.477 bilhões (acumulado 12 meses) Abril/2016. Não houve neste período um mês sequer que o crescimento das vendas de genéricos tenha ficado abaixo da média apresentada pelo mercado total.

Ao excluirmos os genéricos, que hoje detém 30% de participação nas vendas totais em unidades, a evolução do mercado ficaria na casa dos 242%.O crescimento do mercado, embora também impactado pela estabilidade econômica e aumento na renda da população, ganha maiores proporções  pelo uso dos genéricos que, devido ao preço acessível, possibilitaram real acesso da população a medicamentos.

“Estatisticamente essa realidade significa que, se não fossem os genéricos, menos cidadãos estariam comprando seus medicamentos, sobretudo pelo fato de que a Classe C responde hoje por mais de 40% do consumo de medicamentos no país”, argumenta Telma Salles, presidente executiva da PróGenéricos.

Liderança para as empresas

As empresas que decidiram apostar nos genéricos foram as que mais cresceram nestes 17 anos. Ed o segmento promoveu uma verdadeira revolução entre as empresas. Das dez maiores farmacêuticas do país, seis são protagonistas no segmento de genéricos tendo em vista que a categoria responde por parte significativa do faturamento destas empresas.

O Aché, maior indústria do país, com base nos indicadores do IMS Health, no acumulado de março de 2015 a março de 2016 faturou R$2,9 bilhões. Os genéricos, que foram acrescentados ao portfólio da companhia por meio da aquisição da Biosintética, respondem 15% dos negócios da companhia.

Em seguida no ranking, a EMS, segunda maior do país, responsável por faturamento de R$2,4 bilhões  também no acumulado de março de 2015 a março de 2016, é hoje a maior fabricante de genéricos do país, sendo que a categoria representa 42% do seu resultado.

Já a Eurofarma, quarta maior do país, ocupa a terceira posição no ranking entre as maiores de genéric, os, sendo que a categoria responde por 32% do faturamento que atingiu a marca de R$1,9 bilhão, entre de março de 2015 a março de 2016.

A Neoquimica, do Grupo Hypermarcas, é a quinta maior farmacêutica em operação no Brasil e quarta maior fabricante de genéricos e tem nos genéricos a origem de 41% do seu faturamento acumulado que ficou na casa de R$1,4 bilhão.

Por fim, a Medley, sétima maior do país e pertencente ao Grupo Sanofi, tem nos genéricos a origem de 81% dos eu faturamento que atingiu a marca de R$1,1 bilhão. A companhia é a segunda maior fabricante de medicamentos genéricos.

Tags: SAÚDE, consumo, doença, genéricos, laboratórios, medicamentos, remédios, uso

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