"Já vendi CD em sinal de trânsito", diz Beyoncé do Pará
A cantora de Belém (PA) Gaby Amarantos - também conhecida como a Beyoncé do Pará - não viveu um início de carreira tranquilo. Prestes a lançar o primeiro álbum por uma gravadora grande, ela afirmou, na Campus Party Brasil, que já vendeu CD em sinal de trânsito e que a internet representa 50% de todo o sucesso de crítica e de público que ela tem atualmente no Brasil.
Representante mais bem-sucedida do tecnobrega, ritmo que toma conta das ruas da capital do Pará, no norte do Brasil, Gaby falou aos campuseiros que o início complicado fez com que ela olhasse para a questão da pirataria com uma visão diferente da que pregam as grandes gravadoras do mundo. "Para mim, não é pirataria quando eu compartilho a minha música sem um grande selo. O artista é dono da música, ele pode compartilhar quando quiser", afirmou a cantora.

A música que vem das periferias é o grande interesse da artista paraense, que só aconteceu por causa da internet. "Uso todas as redes sociais do mundo. Estou em todos os lugares. O som da periferia daqui ou da Nova Zelândia sempre traz novos conceitos", disse, ao complementar que o sucesso dela se deve ao fato de que as pessoas, na web, começaram a compartilhar o trabalho dela espontaneamente.
A periferia, aliás, toma bastante espaço nas frases da cantora. Tudo porque, segundo ela, foi o local que primeiro a reconheceu como ser humano e a identificou como artista. "A periferia me formou. Eu preciso retornar para ela tudo que ela me deu", disse Gaby, que, mesmo depois do sucesso, afirmou que não pensa em se mudar da comunidade pobre onde nasceu, em Belém.

