A Lei de Acesso à Informação, em vigor desde a quarta-feira passada, está expondo como faltavam canais de comunicação do povo com os órgãos públicos.
O e-SIC, o sistema bolado pela Controladoria Geral da União (CGU) para operar os pedidos de dados públicos no governo federal, tem recebido desde solicitações já disponíveis antes, como perguntas sobre endereços de agências do INSS, até indagações de possíveis anistiados sobre seus processos na Comissão da Anistia.
O ministro Jorge Hage, da CGU, avalia, porém, que ainda vai faltar muito para a população entender para valer qual é a verdadeira serventia da lei.
“Agora, alguém pode chegar num hospital e pedir a lista nominal de médicos, seus horários, turnos e especialidades. Isso é revolucionário”, costuma dar como exemplo.