Hackers se unem pelo WikiLeaks
Contas dos hackers foram bloqueadas pelos sites o problema foi reduzido na quarta-feira por meio da operação payback (o troco), organizado por um grupo chamado anônimo. o grupo passou maior parte do dia postando notas no facebook e no twitter que diziam aos seguidores quais empresas selecionar e que tinham sofrido ataques de hackers.
O facebook bloqueou uma das páginas do grupo, dizendo que usar o site para organizar ataque de hackers viola seus termos de uso. o grupo, então, foi ao twitter reclamar.
Um porta-voz do facebook divulgou comunicado dizendo que a empresa era “sensível ao conteúdo que inclui pornografia, bullying, discurso de ódio, e ameaças de violência” e “tomaria medidas em relação ao conteúdo que promovesse atividade ilegal”.
Em entrevista na quarta-feira de manhã, joe sullivan, chefe de segurança do facebook, abordou a presença do wikileaks no site. sullivan disse que a empresa não recebeu qualquer pedido oficial para desabilitar páginas ou contas associadas ao wikileaks.
O facebook geralmente resiste a pedidos de governos ou ongs para tirar material se esse conteúdo não for ilegal ou não violar os termos de serviço da rede, que proíbe ataques a indivíduos ou incitações à violência.
– o facebook é um lugar onde as pessoas falam de todo tipo de coisa, incluindo tópicos controversos – disse sullivan.
O twitter permitiu que a conta da operação payback ficasse ativa na quarta-feira. mas, desabilitou-a no final do dia, depois que o grupo postou um link para uma pasta que fornecia milhares de números de cartões de crédito.
Ao mesmo tempo, o facebook e o twitter têm aspirações corporativas que dependem da própria capacidade de servirem como plataformas de anúncios para outras empresas. isso os deixa com difíceis decisões comerciais e de relações públicas sobre como devem lidar com situações de alto teor político como as revelações do wikileaks.
Para especialistas em internet, a situação destaca as complexidades das questões da livre expressão na internet, à medida que empresas de web evoluem e passam a controlar o que os usuários podem tornar público. segundo clay shirky, que leciona na universidade de nova york, embora a web seja a nova esfera pública, ela é, na verdade, “uma esfera corporativa que tolera a livre expressão”.
Para marcia hofmann, advogada da electronic frontier foundation, qualquer usuário de internet que se preocupe com liberdade de expressão ou tenha uma mensagem controversa ou impopular deveria se preocupar com o fato de que intermediários podem impedir que a expressem.
– seus direitos de liberdade de expressão são tão fortes quanto o intermediário mais fraco.
Tradução: victor barros.
