Ao saber que o Magazine Luiza fatura R$ 60 bilhões por ano é normal que você fique impressionado. No entanto, ao comparar esse desempenho com o da Havan e levar em consideração a fortuna de Luciano Hang, dono da varejista, fica evidente o contraste que existe entre faturamento, riqueza pessoal e o faturamento líquido.
Faturamento alto não significa maior riqueza
O Magazine Luiza registra receitas anuais próximas de R$ 60 bilhões, impulsionadas por sua operação digital e pela ampla rede de lojas físicas. Esse volume coloca a companhia entre as maiores do varejo nacional. No entanto, faturamento elevado não se traduz automaticamente em lucro alto, nem em patrimônio pessoal mais robusto para seus controladores.
Havan lucra mais proporcionalmente
Já a Havan, comandada por Luciano Hang, opera com uma lógica diferente. Mesmo com faturamento inferior, cerca de R$ 18,5 bilhões, a empresa apresenta uma rentabilidade mais elevada.
Em 2024, por exemplo, o lucro líquido da rede chegou a aproximadamente R$ 2,69 bilhões, superando com folga os resultados da concorrente no mesmo período, que alcançou o valor de R$ 276,7 milhões. O dado ajuda a explicar por que o patrimônio do empresário é maior: a operação consegue transformar uma parcela maior das vendas em lucro efetivo.
Patrimônio bilionário coloca Hang à frente
Segundo rankings recentes, Luciano Hang acumula uma fortuna estimada em mais de R$ 12 bilhões, mantendo-se entre os empresários mais ricos do varejo brasileiro.
Esse valor supera o patrimônio associado à liderança da Magazine Luiza, Luiza Trajano, principal acionista e figura central da companhia. De acordo com estimativas recentes de rankings como a Forbes, a fortuna dela gira em torno de R$ 1,36 bilhão, evidenciando que eficiência operacional pode ter mais peso do que volume bruto de vendas.
Estratégias diferentes explicam o resultado
O contraste entre as duas empresas passa diretamente pelo modelo de negócio. O Magazine Luiza apostou fortemente na digitalização e no marketplace, o que ampliou o faturamento, mas também trouxe custos operacionais e financeiros elevados.
Já a Havan mantém foco em lojas físicas de grande porte, controle rigoroso de despesas e expansão gradual, uma estratégia que prioriza margem de lucro.





