A triste semana que passou
No penúltimo domingo do mês que passou, a grande mídia apresentou uma reportagem sobre os riscos ao longo das novas linhas do BRT, na Transcarioca e Transamérica. Tive a honra de ser convidado a acompanhar a equipe de reportagem, como especialista, a fim de apontar as soluções possíveis. Infelizmente, nesta semana, para mim triste, face às reações dos técnicos responsáveis pelos temas enfocados sobre os problemas apontados. Por exemplo, para diminuir o risco do silencioso “trem sobre pneus”, o BRT, reduziram a sua velocidade de 80 km, para 60km/h.Embora de nada adiante para redução dos acidentes, atiraram no que viram e mataram o que não viram, ou seja, se vão reajustar a regulagem dos semáforos ao longo da Avenida das Américas, que abrem em grupos de cinco a seis cruzamentos, de 80 km/h para o novo limite, estarão aumentando a capacidade da dita Avenida, caso façam os semáforos abrirem em sequência. Tal fato é demonstrado pelo folheto publicado em 1968, pela Siemens, dando como demonstração a pesquisa realizada nas horas de pico, no trecho final para a chegada em Munique, da autobahn, oriunda de Salzburg.
Outro assunto bem mais grave foi a reportagem apresentada pelo jornal vespertino de uma emissora de TV, mostrando os perigos de um trecho da BR40, nas cercanias de Petrópolis, quanto às colisões e aos atropelamentos. As cenas filmadas são por demais eloquentes, quanto ao fato de se dar uma solução para o que ali ocorre. O que me entristeceu, embora não me surpreendesse, foi a “cara de pau” dos responsáveis pelo que ali ocorre, ao responderem que ali estavam sendo cumpridas à risca as normas de sinalização vigentes.
Ou são mentirosos ou incompetentes. Nada do que ali ocorre, em matéria de acidentes, aconteceria se simplesmente ali fossem aplicadas as normas do “traffic calming”, cujo manual está à disposição de quem por ele se interessar, na biblioteca da Coppe, com o título “Taffic Calming, in practice”, registrado como volume 529/99, 388.31, T 764 ca.
Não custa nada descerem de seu pedestal, onde se auto colocam, e ter a humildade de aprender o que não sabem.
