Rainha Elizabeth II - A monarquia inglesa representa um bom custo-benefício
Ainda o aniversário de 60 anos de reinado de Elizabeth II. O jornalista Marc Roche, correspondente do Le Monde em Londres desde 1989 e autor de um livro sobre a rainha da Inglaterra, deu interessante entrevista, ontem, em cima das comemorações.
Primeiro, ele diz que "os ingleses têm mais respeito do que afeto pela soberana, porque a própria personalidade da rainha não se presta à ternura. É um temperamento frio, tímido, introvertido e protocolar". Embora ressalve que a monarquia é tão popular quanto a própria rainha, na medida em que representa "um pouco de solidez nesse mundo incerto, tumultuado e instável".
Quando indagado se os britânicos se conformam com o anacronismo dos lordes, os aristrocratas, as terras e os custos da monaqruia... Marc Roche responde: "Todas as instituições inglesas estão em crise. A Justiça, a Igreja anglicana, a polícia, a mídia, o Parlamento ... MENOS a monarquia, que aos olhos da maioria continua um exemplo de respeito às instituições e oferece uma boa relação custo-benefício de prestígio internacional".
Mas Elizabeth II é uma rainha "de verdade", como dizia o Mitterrand.
* Reinaldo Leite P. Barreto é diretor institucional do Jornal do Brasil <rbarreto@jb.com.br>
