Cresce em regiões pobres
Sem menosprezar avanços introduzidos por outros presidentes, é verdade que nas gestões de Itamar Franco e FHC com a introdução do real, Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações, faxina na orgia de bancos estatais, criação do Proer, Bolsa Escola (hoje Bolsa Família), renegociação das dívidas de estados e municípios, e do programa de previdência rural, que incorporou mais de 8 milhões de pessoas ao INSS, o país ficou mais dinâmico, e mais bem preparado para se desenvolver.
Não por outra razão o IBGE constata que estados pobres da Federação avançam seus PIBs mais que as regiões ricas. Fica evidente que a desconcentração de renda é uma realidade. O Piauí foi o que mais cresceu entre 2007 e 2008 – 0,1 ponto percentual. Parece pouco? Não! Este resultado acresce R$ 3 bilhões num PIB de R$ 18 bilhões.
Lógico, enquanto uns ganham outros perdem. A Região Sudeste, a mais rica, entre 1995 e 2008 caiu 3,1 pontos percentuais. E apenas 0,7% entre 2002 e 2008. Estes dados do IBGE confirmam que na gestão de FHC a desconcentração de renda foi maior que na de Lula.
Se o Sudeste neste período deixou de gerar R$ 93 bilhões de riquezas, só o estado de São Paulo, que em 1995 representava 37,3% do PIB nacional, o mesmo caiu para 33,1% em 2008, perdendo R$ 126 bilhões no período. Já Minas cresceu 0,7%; Espírito Santo, 0,3 %; e o Rio, 0,1%. Bom lembrar que São Paulo também foi prejudicado pela guerra fiscal entre estados.
Com melhor desempenho neste período, o IBGE destaca o Nordeste, que passou de 1995 a 2008, de um PIB de 12% para 13,1%; o Norte de 4,2% para 5,1%; e o Centro-Oeste de 8,4% para 9,2%.
