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£O risco de prolongar o prazer

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Aumenta o número de jovens que ingerem estimulantes sexuais sem necessidade motivações psicológicas. As causas podem vir da ansiedade, do medo de falhar na primeira relação sexual ou até de traumas em experiências anteriores. A orientação é que estes jovens optem pela terapia, em vez dos remédios para solucionar o problema.

De acordo com o professor Renato Ferrari, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFRJ, outro aspecto que tem motivado a procura de medicamentos pelos jovens é a ideia de que, quanto mais forte a ereção e quanto mais tempo durar, melhor – o que não é exatamente verdade.

Acredita-se que, hoje, no Brasil, cerca de 45% dos homens estão insatisfeitos com a qualidade de sua ereção. No entanO uso de estimulantes sexuais tem se tornado prática cada vez mais comum entre brasileiros. Apesar de pesquisas revelarem que a impotência sexual aumenta com a idade, sendo mais comum em homens acima de 40 anos, um estudo divulgado pela USP revelou que praticamente três em cada dez homens entre 18 e 40 anos têm disfunção erétil.

O que preocupa os médicos, no entanto, é quando a ingestão dos remédios é feita de forma recreativa pelos mais novos.

Para os especialistas, jovens procuram os estimulantes por to, a adoção de algumas medidas simples pode contribuir para a melhora da qualidade da ereção, sem que seja preciso recorrer a medicamentos.

– Ter uma vida saudável, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em excesso e não fazer uso de determinadas drogas que interferem na ereção e no desempenho sexual (como ocorre com a cocaína) são algumas medidas para evitar o problema – aconselha Renato. – No entanto, dependendo do que que provoca a ereção, o problema deve ser abordado diretamente.

No Brasil, segundo dados di vulgados pela Pfizer, laboratório responsável pelo Viagra, calcula-se que o número de brasileiros com disfunção erétil esteja na casa dos 25 milhões, representando cerca de 13% da população do país. A estimativa é que, a cada ano, 1 milhão de novos casos integrem esta estatística.

Na teoria, os medicamentos para o tratamento da disfunção erétil só deveriam ser vendidos com receita médica, mas não é isso o que ocorre em grande parte das farmácias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) explica que são poucos os fiscais para tantos estabelecimentos, o que faz com que a fiscalização seja extremamente reduzida.

O que pode ser feito pelo governo até que a situação dos fiscais da Anvisa se regularize é promover campanhas de conscientização centradas nos jovens, a fim de esclarecer os efeitos e as contraindicações dos estimulantes sexuais.