Sarampo: RJ apura 17 casos
Depois do surto de sarampo que assolou os estados de Amazonas e Roraima, o Rio de Janeiro investiga 17 possíveis incidências da doença, segundo informações das secretarias estadual e municipal de Saúde.
Um dos casos, o de uma estudante de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 20 anos, moradora de Copacabana, já tem resultado preliminar positivo. A confirmação final depende do resultado de um segundo exame que será feito pelo laboratório de referência nacional da Fiocruz. O exame “filogenético” servirá para identificar, por sequência genética, qual a rota de origem do vírus. Isto é, como ele chegou ao Rio de Janeiro.
Outros dois casos investigados são de colegas de faculdade da estudante da UFRJ, que foi diagnosticada, inicialmente, com zika, no Hospital Copa D’Or, em Copacabana. “Com diagnóstico errado, não fui isolada. Só em São Paulo, onde vive minha família, é que veio o diagnóstico correto”, explica a aluna, que pediu para não ser identificada por ter sofrido ataques na internet.
Segundo a Secretaria estadual de Saúde, o Estado do Rio de Janeiro não teve casos de sarampo registrados desde o ano 2000. Ainda de acordo com o órgão, em 2017 a cobertura vacinal do estado para o sarampo em crianças de até um ano de idade foi de 94,8%. A vacina está disponível nos postos de saúde, conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde.
Para o presidente do Instituto Vital Brazil, Edmilson Migowski, que também é professor de Doenças Infecciosas da UFRJ, a situação é preocupante, porque o sarampo é uma doença muito contagiosa. “Das ditas viroses comuns da infância, o vírus do sarampo é o transmitido mais facilmente de uma pessoa para outra”.
Migowski disse, ainda, que os casos da doença são muito preocupantes, porque é possível que outras pessoas venham a adoecer. “E a única forma que você tem de garantir proteção é mantendo-se distante de pessoas doentes e garantindo pelo menos duas doses da vacina, após um ano de idade da criança. Essa retomada do sarampo pode ser devido à baixa cobertura vacinal, porque as pessoas começam a relaxar por causa da pouca consciência acerca da doença e da erradicação do sarampo no Rio nos últimos anos”, avaliou.
Com Agência Brasil
