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Rio: Guarda municipal vai ajudar a combater crime, diz ministro da Defesa

Agentes vão atuar nos pequenos delitos, liberando a PM para o enfrentamento ao tráfico

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Após se reunir com o prefeito do Rio nesta segunda-feira (31), na sede da Prefeitura, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou, juntamente com Marcelo Crivella, que a Guarda Municipal vai ajudar na operação Segurança e Paz, liderada pelas forças armadas. O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Paulo César Amêndola, que também participou da reunião, informou que a GM ficaria com a missão de coibir pequenos delitos para liberar a Polícia Militar no enfrentamento ao tráfico de drogas.

"A Guarda Municipal, ocupando determinados trechos da cidade do Rio de Janeiro, vai liberar a Polícia Militar para uma atuação mais repressiva, conforme disse o ministro, para desarmar os arsenais da droga. Quem vai ocupar o asfalto é a Guarda Municipal, com a sua ostensividade e efetivo, tirando a sobrecarga da Polícia Militar", destacou Amêndola.

O ministro da Defesa acrescentou: "A guarda tem condições de nos ajudar imensamente neste combate ao crime organizado dentro daquilo que são as diretrizes estabelecidas pelo senhor prefeito." Raul Jungmann afirmou ainda que haverá uma diminuição do número de militares nas ruas, após a primeira etapa da operação, que seria de reconhecimento. 

O ministro comentou ainda a reação da população com a presença de carros e militares fortemente armados nas ruas. "Isso é motivo de aplauso, de alegria e de festa. O que assusta é a bandidagem, que inclusive se retraiu durante esse período".

Crivella destacou que os índices de criminalidade já estão dominuindo. "Já caiu, com esta ação de presença, o roubo de cargas. A nossa rodovia do contorno [Arco Metropolitano] está sendo vigiada o tempo todo. Também nas áreas de acesso, portos e aeroportos, a Marinha e Aeronáutica estão conosco. A Guarda Municipal, com seus 8.500 homens, está à disposição dessa força de segurança. Estamos coesos e decididos a diminuir a violência no Rio de Janeiro”, afirmou Crivella, após o encontro.

Segundo o prefeito, a guarda vai atacar o varejo do crime, como o roubo de celulares, a ação de batedores de carteira, o roubo de bolsas e o arrastão na praia, deixando os crimes mais pesados para as demais forças de segurança.

Jungmann comentou a queda, nos últimos dias, dos índices de criminalidade. “Hoje de manhã a polícia nos fez um relato da redução no roubo de cargas, sobretudo na região metropolitana. E tivemos também uma queda, em termos de criminalidade, como roubos e assaltos”, disse Jungmann. Segundo o ministro, a primeira fase da operação no Rio, de reconhecimento do terreno, com a retração das tropas, está encerrada e, em breve, será realizada a segunda fase. “Outras operações virão, e elas não vão demorar”, adiantou.

Com Agência Brasil