Ex-assessor confirma pagamentos a parentes de Sérgio Cabral
Ex-assessor de Sergio Cabral, Luiz Carlos Bezerra afirmou, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (4), que o ex-governador passou a ordenar pessoalmente a partir de 2016 o transporte de valores do esquema de corrupção que desviou milhões de reais dos cofres públicos.
Anteriormente, quem organizava o esquema de pagamentos era Carlos Miranda, de quem Cabral era sócio na SCF Comunicação e Participações. Bezerra também contou que ele próprio fazia o transporte de valores da rede montada desde 2010 pelo ex-governador do Rio.
Preso junto com Cabral e Carlos Miranda na Operação Calicute, Bezerra também confirmou a Marcelo Bretas que levou dinheiro (centenas de milhares de reais em espécie) ao escritório de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, "umas cinco ou seis vezes", a duas joalherias, H. Stern e Antonio Bernardo, além de fazer pagamentos regulares a parentes do ex-governador, entre elas a mãe, Magaly Cabral, os irmãos Maurício e Claudia, a sobrinha Maria, os filhos de Cabral e a ex-mulher Suzana Cabral.
Ex-assessor chora e pede "perdão ao povo do Rio"
Também em depoimento a Bretas nesta quinta-feira (4), o ex-assessor da Secretaria estadual de Obras Wagner Jordão Garcia confessou que recolheu propina a pedido do ex-secretário Hudson Braga, também preso na Calicute, e chorou, pedindo "perdão ao povo do Rio" e concessão de prisão domiciliar. "Acordo todo dia com quatro baratas. Quero pedir perdão ao povo do Rio. Sei que eu errei. Mas isso está me torturando", disse Garcia.
