Pezão se diz triste pelo fato do pai não ter visto arquivamento de inquérito

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Nesta sexta-feira (11), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse estar triste pelo fato de seu pai não estar vivo para ver o arquivamento do inquérito da Polícia Federal, no qual era citado como um dos investigados da Operação Lava Jato. Além de Pezão, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral e um ex-secretário do Estado também eram citados no inquérito.

O governador lamentou que o pai, morto em agosto, tenha visto apenas a denúncia, e não o arquivamento do inquérito. Para ser considerado encerrado, a denúncia ainda precisa passar pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STF).

De acordo com o delator, e ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o trio teria recebido R$30 milhões oriundos de caixa dois durante a campanha de 2010. Cabral e Pezão negam as acusações.

"É um processo doído, só quem sofre sabe o que passa. Fico mais triste por ter perdido meu pai e ele não ter visto esta reparação", afirmou o governador.